sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Delírios à Luz da Lua




🌙 Delírios à Luz da Lua

Era noite, cujo luar se desenhava
Na mansidão das águas do mar,
Igual a um tapete dourado,
Te convidando para lá morar.

Pensamentos voam
Para onde mora a solidão,
Na qual se espelha a pensar:
— Como será?

Feito carro à mão,
Brinquedos da infância,
Segue visualizando
Estradas imaginárias,
Feitas de fio de areia,
Igual à teia e sua aranha.

Vendo o reflexo da lua,
Tão majestosa, que só a prosa
É capaz de expressar,
De maneira bem gostosa,
Toda a sua beleza.

Pelas teias sigo a delirar,
A lua cheia que lá se encontra.
Será que nela posso morar?
Volto chorando — senão de tristeza,
Que seja de pura alegria.

E, num momento de imersão,
Mergulho fundo a pensar
Nas coisas que a vida nos traz.
Neste momento... vejo você,
Com seu amor avassalador,
Que foi pedido em oração.

Logo entendo que nem a lua,
Teia ou imaginação que flutua
Faz a mim delirar,
Pois só você, meu amor,
É capaz de me encantar.

Autora: Darlene Maciel




Do Que Tens Medo?



É incompreensível seus desvaneios.
Que medos você tem?
Será que deles devo fugir?

Não se deixe levar por fantasias.
A imaginação prega peças,
Outras boas, outras ruins.
Será que a sua se perde em delírios?

Percorro meu passado,
E vejo cenas que não condizem
Com os sentimentos de outrora.
Imagine — agora.

Te aconselho: — Não deixe sua vida
Ser moldada em molduras com figuras tristes
Ou simuladas numa parede velha e esquecida.

Sempre que a mente insistir
Em sentir desconfianças,
Diga ao seu coração: — Deixe o amor entrar.

Aqui, no meu coração, só cabe amor,
O nosso amor.
Vejo, claramente, meu cérebro se acender
Sempre que juntos estamos.

Então, do que tens medo?

Autora: Darlene Maciel

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

O Amor em Sete Notas



Vou pedir inspiração
Para, em uma canção,
Teu coração alcançar,
E nele me instalar,
Para sempre me embalar.

Vou pedir inspiração
Para escrever uma música em oração,
Cujas bênçãos sejam sempre alcançadas
Em cada nota desenhada.

Vou pedir inspiração
Para escrever: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si,
Sem errar uma única nota — que drama!
Para dela sair, no pentagrama,
O amor que sinto por ti.

Vou pedir inspiração
Para cantar em escala,
Ascendente ou descendente,
A música da minha autoria,
Saindo cada Dó, Ré, Mi, Fá...
Sem desafinação.

Quero ouvir o mundo todo a cantar
Todo o meu amor por ti,
Com a mais pura emoção.

Autora: Darlene Maciel


O Amor e Suas Faces




O Amor e Suas Faces
Autora: Darlene Maciel

Há quem diga que o amor machuca,
Mas que coisa mais maluca!

Há quem diga que não sabe amar,
Que o amor corrói o coração até sangrar.

Há quem diga que amar demais faz mal,
Que pode o coração endurecer.

Mas eu digo que tudo tem a medida certa.
O meio-termo é requerido,
Pois o amor tem suas faces,
Cada uma conforme o amor recebido.

Pode ter a face do amor de mãe,
Que tudo perdoa.
Ou do amor paterno,
Sempre tão carrasco...
Ou não?

Pode ter a face do amor dos irmãos,
Dos meus eu bem conheço,
E agradeço.
E você?

E há também o amor que cresce com o tempo,
Que não nasce do sangue, mas do encontro,
Entre olhares que se entendem
E silêncios que se acolhem.

Pode ter a face das verdadeiras amizades,
Aquela que está contigo... com verdades,
Nascidas na educação,
Nos colégios onde todos se conhecem.

E de lá, a face do primeiro amor,
O primeiro beijo com sabor...

E aqui mora o perigo com suas nuances,
No decorrer dos dias,
Que o véu se abre ou se fecha.

Estes são os medos que moldaram
O quadro do amor que recebeu,
Num rodopiar de emoções,
Em saber ou não se relacionar a dois.

Amar não é fácil,
Se quiser ao outro enganar,
Se o egoísmo reinar,
Se a íris é frágil.

Amar tem seus desejos,
Saudades do amor esquecido,
Coragem para seguir adiante,
Mesmo com o rosto aquecido
De um saber esquecido.

Amar sem cobranças,
Desejando sempre o melhor,
No pulsar das batidas do coração,
No calafrio que arrepia a pele.

Amar com todo o seu coração,
Colherá o mel da abelha,
Sem o temor do seu ferrão.

No Ritmo do Meu Coração


No ritmo do meu coração
Vi traços altos e baixos,
Como os momentos de conflitos
E os prazeres da vida.

Traços que deslizam num papel,
Igual a beija-flor a voar.
São riscos da minha vida,
Que nunca irão se apagar!

Com passos cada vez mais apressados,
O calor sobe à pressão,
Feito vulcão em plena erupção,
Comparável ao meu coração,
Que, ao te ver, bate atropelado de paixão.

Entre passos e compassos,
Uma pergunta se escreve no ar:
— Será que há arritmia,
Ou é o meu coração a te contemplar?

Respirar vai ficando difícil,
Falta ar, faltam pernas.
Que bom que tudo parou...
Só não o meu coração.

Autora: Darlene Maciel

Minha querida Neta

Minha querida neta,

Você está finalizando o 3º ano do ensino médio, e meu coração transborda de orgulho. Sabe aquele sonho de ser avó? Eu o vi realizado no dia em que meu filho me esperava no alto da rampa da entrada do prédio.

Havia ali um sorriso quase nervoso, como quem perguntasse: “Será que ela vai aprovar?”
Ao seu lado, um cúmplice sorridente — o avô — tão radiante quanto o filho.
Já fui pensando: “O que esses dois estão aprontando?”

E então veio a pergunta:
— Sabe, mãe... a Riane está grávida?

Ah, eu pulei de alegria! Vinha você, minha neta primogênita.
E que felicidade! Foi tanta que saí contando aos quatro cantos: sou avó!

Difícil mesmo foi decifrar aquele momento em que sua mãe deu à luz.
Você veio pequenina, no berço, para mamar.
Era mãe, pai, avô, avó, tia, amigos... todos ali, a te admirar.

Vieram os primeiros passos,
As primeiras gracinhas,
Uma voz linda, fininha, doce...
Era pura meiguice.

Hoje, te ver assim, com seus quase 18 anos,
Me faz sentir saudades do tempo em que a vó era preterida.
Te ver enfrentar momentos escolares tão difíceis
Me fez entender: você já está quase adulta.

Sua sabedoria irá quebrar qualquer receio de não alcançar suas metas.
Tens argumentos para se tornar uma advogada de sucesso.
Seu discernimento te dá acesso ao mundo dos juízes, que ficarão aos teus pés.
Ou, com sua escrita clara, objetiva e curiosidade pode ser uma grande jornalista.
Pode enveredar pela diplomacia, pois sabes bem como
arguir com facilidade e discernimento, bem como se posicionar na melhor resolução dos conflitos.

Com tanta inteligência, raciocínio lógico, seria tranquila uma excelente médica,
Pois tens sensibilidade, maestria nas mãos, intuição e curiosidade —
Elementos que marcam uma médica por excelência.

Mas gosta de teatro, não é?
Crie suas histórias, seja a narradora; interprete os papeis que desejar, que, como mágica, irá encantar a plateia aos seus pés.

Olha, até em vendas, como teu pai, te vejo chegar com sucesso!

Na verdade, minha neta, eu não consigo imaginar uma vida sem razões para alguém tão completa como você.
Sim, o sucesso está inscrito nas paredes dos teus versos,
Na gramatura das tuas letras, nos sons dos teus desejos.

Vai! Acredite em você.
Pois eu... ah, eu... jamais duvidei de você:
Como estudante, como mulher, como filha, como neta.
E como profissional, será tudo aquilo que teu coração mandar e a razão ratificar.

Com amor eterno,
Sua avó

domingo, 26 de outubro de 2025

Grudadinhos que Nem Cola



Ele tem calor, ela tem frio.
Duas almas que se encaixam,
Embaixo do cobertor,
Formando um C no macio,
Igual a uma conchinha.

E se ela vem com o lençol,
Ele o joga para bem longe,
Pois tudo que quer é o calor
Do corpo dela, igual ao girassol,
Que segue a luz do Sol.

Ele enlaça sua cintura,
A puxa para bem pertinho.
Os pés deslizam com ternura,
Pra se colarem mais juntinhos,
Grudadinhos — que amor!

Ah! O calor do corpo dele, morno,
A faz adormecer pela paz que lá encontra.
Prazer igual não há, que a deixa sem retorno —
Só os dois podem entender: pronta.

Se à noite se separam,
Logo buscam se encontrar.
Seus braços buscam suas curvas,
Um beijo nas costas nuas se dá.
Assim o sono embalam e ficam —
Grudadinhos que nem eu e você!

Autora: Darlene Maciel

sábado, 25 de outubro de 2025

A Trilha Sonora das Manhãs



🎶 Todas as manhãs, as músicas tocam

No volume do nosso coração, ecoam,
Fluem pelos quatro cantos do quarto,
Deixando a vida entrar — emocionante.

Músicas românticas que nos levam a dançar,
Sem o chão tocar, quase a voar,
Num rodopiar, seguindo cada nota a deslizar.

Músicas alegres com o canto dos pássaros,
Soltos na natureza, em plena revoada,
Comemorando a aurora — mente avoada!
Ou o crepúsculo que se aproxima, meus caros.

Músicas antigas que levam o pensamento para longe,
Com doces recordações — amigos, antigos amores.
Nas rodas criadas pelas mãos dadas,
Brincadeiras doces e inesquecíveis,
Que atravessam memórias que vão longe.

Ouvir músicas torna o dia mais radiante,
Como o brilho do olhar inocente de uma criança.
E te ver cantar encanta o meu ser vibrante,
Envaidece a mulher que existe em mim, confiante.
Renova meu amor a cada melodia — adiante.

Autora: Darlene Maciel


O Mundo na Ponta dos Dedos



Desde os primórdios, usava-se para escrever: ossos, madeira, argila, carvão — até o dedo. Tudo que permitisse desenhar servia.

Assim se diz dos desenhos feitos nas cavernas, relíquias que o tempo guardou para nós.

Até uma pena se usou. Aquela que servia para voar, agora ajudava o mundo a se comunicar.

Finalmente veio o lápis — uma revolução para a escrita. Com ele, podia-se escrever com facilidade, onde um ponto seguido de outro criava uma linha, e desenhar letras virou brincadeira.

Daí para a caneta foi um pulo. Nos moldes de hoje, já não é preciso molhar a ponta da caneta. E não havia água que apagasse o que ali se escrevia — nem as lágrimas dos que choravam, nem o vento a varrer o chão.

Desde então, sua evolução chegou até os teclados, que, ao toque dos dedos, permitem dizer ao mundo tudo que se deseja. Me traz à lembrança meu avô, a teclar seus artigos para o jornal local. E com o uso do teclado do computador, tudo mudou: o mundo virou digital, e o que era distância ficou tão perto quanto a areia da praia.

Com tanta evolução, pensou-se que o lápis e a caneta cairiam em desuso. Quanta ilusão! Com a caneta na mão, vamos desenhando um mundo de emoções. O cérebro é ativado com cada letra desenhada — habilidades que o simples dedilhar não realiza com tanta maestria. Ao segurar o lápis, a caneta, ou qualquer instrumento que exige força e precisão, o corpo envia informações valiosas ao cérebro. O prazer de expressar sentimentos pelo movimento ondulante da escrita ativa não só o tato, mas também a emoção — uma dança entre mão, coração e mente.

Eu prefiro escrever no meu caderno. Cada pensamento é elaborado: meus poemas, minhas crônicas, meus textos. Só depois levo tudo para a tela do computador.

Agora, uso um teclado e os dedos — voltando assim ao começo.

Outro dia, vi um menino desenhar com carvão no chão, criando um lindo pássaro a voar.

Na areia da praia, vi escrito, bem grande: Eu te amo. 

Meu amor a escrever seus versos no teclado do celular.

Meus pensamentos fluem como o vento a soprar, e não param até conduzir meu coração ao caderninho dos meus sentimentos.

Se escrever é uma arte, eu sou a arte. Como arte, nada é igual — é tudo autoral.

Autora: Darlene Maciel

sábado, 18 de outubro de 2025

💬 Não Importa Nada Além

Não Importa Nada Além

Autora: Darlene Maciel

Você não precisa “não amar”,
Querendo apagar os bons momentos
Vividos quando ela era criança.
Que tal só saborear,
Como sorvete que logo vai acabar?

A diferença de idade, por circunstâncias que só nós sabemos,
Fazia você vê-la não como irmã, mas como uma mãe —
Que brincava de casinha, com sua irmã a cuidar,
A levar para a creche, para a faculdade,
Para as festinhas da irmã mais velha,
Tal qual boneca que se ganha: seu tesouro maior.

Quem nunca duvidou de quem era sua mãe — eu ou ela?
Era motivo de riso, essa história.
Dos falatórios do interior, que com olhos de maldade
Inventavam estórias que nunca existiram.

Hoje, mulheres, buscam esconder o que sentem uma pela outra.
Não façam do amadurecer algo maior
Do que o amor que une vocês.
Cada uma tem suas dores,
E motivos para chegarem até onde estão.

Nenhuma entendeu o real objetivo na infância —
Imagine na adolescência ou na idade madura.
De uma mãe que só queria que os irmãos juntos ficassem,
Criassem conexão entre os três, pois são irmãos.
E não interessa a idade —
Todos já passaram pelos mesmos conflitos,
Em diferentes momentos.

Criar mais uma barreira não se faz necessário.
O que se precisa é derrubá-las,
E olhar para cada um e dizer:

— Eu te amo.
Não importa nada além.

O Peso de Ser, o Amor de Ser



Nada há a fazer, a não ser te apoiar.
Não, não consigo entender,
Mas sim, eu te apoio,
E não deixo ninguém te ofender.

Vem à mente o preconceito,
O sentido de quem antes, mulher,
Hoje é um lindo rapaz.

Não há como apagar o nascimento,
As lembranças da menina
Que só queria brincar
Com brinquedos de meninos.

Sim, cedo deu seus sinais.

Tentando melhor entender,
Respostas fui buscar:
— Na creche, só tinhas meninos;
— Se parece com a avó,
Que adorava brincar com os meninos da rua,
Que soltava papagaio e com os irmãos brincava.
Mas diziam: “É menina, não pode!”
— Deve ter convivido muito com seus coleguinhas,
Por isso quer ser o Homem-Aranha!

Agora, já rapaz, lindo e inteligente,
Sofre consigo mesmo
Todas as dúvidas da adolescência.
E carrega em seu peito mais uma:
—  Será que irão me aceitar?

Já irá se formar.
E como será?
Na hora das fotos da infância?
Morrerá a menina que um dia existiu?
Assim como as fotos com os pais e avós?
Será como olhar para um espelho quebrado.

Mesmo que doa como espinho na alma,
Nunca vou te criticar.
E, com sangue e força,
Sei que vou para sempre te amar.

Autora: Darlene Maciel

domingo, 12 de outubro de 2025

Dias com as amigas



Não faltam risos, músicas
e muitas lembranças... boas ou tristes.

Assim são os dias de encontro com as amigas:
antigas parceiras da infância,
da época escolar — e também as mais recentes.

Momentos mágicos que surgem:
— Com quem você casou?
— E como está aquele?
— Você lembra do fulano?

E nesse ritmo vamos tecendo
o pano com fios das lembranças,
tal qual uma colcha de retalhos,
onde cada pedaço é uma história contada.

Cada uma narra sua recordação,
cheia de amor, risadas e choros.
Como o fiar forte que nunca para,
tecendo o tecido, fio a fio,
na velocidade da memória.

E se esse fio for de um violão,
a veia artística e espontânea já fia alto,
com voz alegre,
sem receio de desafinar — o que importa é cantar.
Como diz o ditado:
“Quem canta seus males espanta.”

E num dedilhar final, despedem-se,
já marcando um novo encontro,
com promessas de que mais dias virão.

Autora: Darlene Maciel

sábado, 11 de outubro de 2025

Me Sinto Num Barco à Vela



Me sinto num barco à vela,
Levada pelo vento a soprar,
Rosto ao sol, cabelos a voar,
Vendo os raios solares a embelezar
O tempo a passar.

E como barco, navego
Por águas conhecidas,
Para que o leme
Siga seu curso,
Mesmo nas tormentas,
Aguardando a bonança chegar.

Águas tão puras quanto
O meu amor por você!
Que enche meus pulmões
De ar fresco e do perfume do mar,
Como a relva a se
Enraizar em todo o meu ser.

Na bússola do meu coração,
Imagino suas mãos guiando as minhas,
Com leves movimentos, para não
Desviar o caminho.

Sonhando, chego ao porto seguro,
Onde você me espera, dia após dia,
Com seus laços de marinheiro,
Para nunca mais meu barco derivar
E, nos seus braços, sempre ficar.

E te ouvir dizer:
— Vem, meu amor,
Estou com saudades de você!

Autora: Darlene Maciel