quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Quando o Tempo Se Despede — Feliz 2026, Obrigada 2025






O tempo voa veloz, tal qual vento do furacão.

Neste funil onde poucos se encontram,
vem a velhice em pleno pulmão,
que nos faz perceber que,
à medida que crescemos,
o tempo se esvai sem direção.

Mas há tanto o que agradecer
em mais um ano bem vivido,
que celebrar nos é pedido,
neste ano que finda, renascer.

Mande flores para seu amor,
aos familiares, paz e oração.
Nas confraternizações, abraços;
aos amigos, um olhar acolhedor.

Só não esqueça de perdoar
a todos e a si mesmo,
pelos erros percebidos
e, com eles, saber saborear
as lições aprendidas.

Olhe para si com amor,
olhe o próximo com emoção.
Esqueça as palavras que só machucam.
Siga adiante com sua bagagem
e viva em união.

2026 será aquilo que você desejar.
Eu desejo que você seja
o seu desejo, e eu, o meu.

Feliz 2026, obrigada, 2025.
Que Deus permita que o tempo
valha a pena e nos faça ver
quem somos: a sua imagem plena
de amor e compaixão.

Autora: Darlene Maciel

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Vestida Por Tuas Mãos



Lá estava ele a lhe envolver em cobre,
tecido que veste a alma com fervor.
Onde cada laço dado dizia,
baixinho, em sussurro: — Como te amo!

Mãos leves são plumas a deslizar,
do topo até abaixo, teus olhos;
apreciando o cheiro das rosas,
exaladas pelo teu olfato, 
feito sol a lançar teus desejos.

Agora, cada detalhe faz mostrar 
os cuidados que mãos, em oração,
colocam nas belas peças a enfeitar,
visão de quem cria beleza e paixão.

Braços, bustos e orelhas são envoltos
com pequenas ideias abstratas, atadas,
numa combinação de design e paixão,
completa raridade que brilha radiante.

Nos pés, o dourado, cheio de lacinhos,
finalizava o andar de quem diz, sem falar:
— Como gosto de te amar.
Ver-te arrumada é como ver o jardim a florar.

Agora, dama que ilumina minha vida,
desfila sobre este tapete vermelho,
mostra ao mundo que és
a mulher que me faz renascer.

Autora: Darlene Maciel

Vestes de Natal



O Natal tem suas vestes:
São guirlandas apaixonadas,
penduradas em portas de esperança.
Árvores de Natal decoradas de desejos,
o velhinho risonho na velocidade da luz,
leva o sonho de cada um
no raio da felicidade.

Feito riscos no chão da alma,
vêm os sentimentos
que acendem a memória,
com suspiros e lamentos.

E, com o lápis na mão,
se rabisca que:
– foi o ano que passou
vestido de ilusão;
– foi um ano de inspiração,
cheio de flores e verdes
com perdão.

Para mim, foi renovação,
onde o ontem ficou no passado
e por lá se esqueceu.
Foi o recomeço sonhado
de um novo amanhecer.

Onde o presente
é meu maior presente:
– o que eu não conheci;
– o amor que veio consciente;
– das rupturas que insistiam
em cravar as unhas na alma
e, por fim, rompi.

Você, que veio feito risco no céu,
num raio de felicidade,
me mostrou que todos os dias
somos e seremos
como o Sol que alimenta
o solo de amor.

Então, que neste Natal
o Bom Velhinho,
na velocidade da luz,
leve na sua sacola de carinho
os sonhos desejados...
num raio de amor encantado.

Feliz Natal!

Autora: Darlene Maciel


domingo, 21 de dezembro de 2025

Sussurros Que Curam





Ah, se minha voz permitisse cantar
Faria uma linda canção com letras
coloridas como arco-íris
para tua vida encantar.

Ah, se minha voz aveludada
fosse ouvida por multidões!
Deixaria uma só mensagem:
que o amor vem em orações.

Ah, se minha voz tão aguçada
conseguisse o mundo alçar!
Para cantar a paz desejada
ao guerreiro que reza sem amor.

Ah, se minha voz, como oração,
pudesse gritar seu amor santo,
celestial, de quem ensinou o amor,
sem descrença alguma, Senhor.

Ah, se minha voz fosse capaz
de trazer sossego à noite fria
aos que deitam em camas de pedras,
vorazes na dor da solidão.

Ah, se minha voz, faminta de ti,
visse o valor de evocar
o atroz que cresce e atormenta
tua alma que clama amar.

Ah, se minha voz tão suave
sussurrasse em teu ouvido
todo amor que sinto por ti,
já não mais cruel, nem solidão.

Espelho de Mulher Nordestina



Sim, sou de beleza típica do povo
cearense, com força no olhar,
sem limites a alcançar.
De humor, onde da desgraça
sabe tirar risos sem limites.

Assim como as sertanejas,
cuja beleza está na caricatura do rosto
marcado pelo sol que arde feito brasa,
que usam chapéu de palha nas labutas da roça.

Com braços magros e fortes,
pernas e pés calejados
pelo terreno árido do sertão.
Onde a foice e o arado são adornos
que brincam de furar o chão.

Têm olhos miúdos, tristes e esperançosos
por dias onde a chuva não vem.
Mas, se der “bom dia”, os olhos
saltam de emoção.

Mulheres de sabedoria popular
predizem o futuro só olhando a terra,
onde a escassez é abundante,
tal qual a fome que se vê nos olhos
de filhos magros e barriga inchada.

São verdadeiras fortalezas dos seus,
nada tira a fé em Deus e por tempos melhores.
Têm o sorriso genuíno de quem
não perde a esperança, quase infantil.

E, neste espelho, me vejo também.
Aqui me identifico, onde a família
é altar de oração, motivo de muita
emoção.

Se sou fortaleza, não sei,
me perco nas vezes que
caio ao chão de joelhos
a pedir luz nas decisões
e perdão pelos erros.

E, como boa nordestina, carrego no sorriso
a esperança de água do sertão!

Autora: Darlene Maciel


domingo, 14 de dezembro de 2025

Corrida de Emoções





Quem poderia imaginar,
como um atleta amador,
no ritmo das batidas de tambor,
correr com seu ídolo!
Num Vumbora pro Mar,
correr na Beira-Mar.

Que fez da goma de mascar
nome de sua banda ,
nem a banana escapou,
que canta músicas baianas
com rimas de "Amor bacana"
para o corpo se agitar.

E no balanço das linhas esculturais,
de fans apaixonados correndo lado a lado,
no calor e no suor das notas a alcançar
na esperança da linha de chegada alcançar
no calor e no suor das notas a alcançar
no calor e no suor das notas a alcançar.
Mas pique não vai faltar,.

Cada um a se movimentar,
na esperança de o Fortal recordar,
lá se encontrar a emoção,
Pois Lindo é Viver,
e que Seja Eterno Enquanto Dure!

Sem cervejas, sem músicas,
em passadas longas na busca
de a chegada alcançar.
Para muitos, pouco importa
se será em primeiro ou último lugar,
desde que possa contar que
teve seu ídolo ao seu lado.

Autora: Darlene Maciel