terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Feliz 2025


Feliz Ano Novo!

Feliz 2025!

Que venha o cheiro de boas surpresas, que cada som dos fogos de artifício concretize um sonho, desejo, ou apenas abençoe cada momento até hoje vivido.

Me despeço de 2024, fechando um ciclo em minha vida que muito me representou. Foi uma linda história de uma menina que só queria casar e ter filhos. 43 anos escritos por linhas nem sempre bem compreendidas. Mas essa menina, hoje, ficou adulta, criou rugas e decidiu que era hora de recomeçar. De viver com outros horizontes.

Aí veio a grande surpresa: esta menina conheceu um novo menino, já com suas linhas de expressão desenhadas em seu lindo rosto. E o amor se apresentou novamente.

Assim será 2025. Um ano de mudanças e, sem medo, este jovem casal desenhará sua história. Desta forma, desejo a você e a sua família um ano de recomeço, de redesenhar seu amor com seu par. De dizer todos os dias: "Eu te amo"; de rir cada vez que um fizer algo que o outro não entende; de segurar a mão sempre que o outro precisar; de escutar com seu coração o que o outro te diz.

Feliz Ano Novo!

São os votos  de Wilmar e Darlene



terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Mensagem de Natal



Quis fazer uma mensagem de Natal.
Olhei, pensei e vi,
Tantas frases bonitas, porém sem expressar o meu pensar.
Então resolvi escrever e senti
Que, de improviso, escrevo de coração.

O tempo é pouco para dizer o que é NATAL,
Mas necessito me expressar com emoção,
Cada estrofe, uma interrogação.

Natal é este momento onde as famílias se reúnem,
Os amigos se abraçam, com desejos de felicidades,
Onde o velhinho, uma hora, é o Papai Noel, e noutra é o menino Jesus.
E os pedidos se confundem entre os dois, mas todos querem presentes.
E que ninguém se ausente, pois a sua presença é onipresente.

Queremos estar juntos, trocar presentes, comer peru e rir a cair.
Sim, vamos confraternizar,
Agradecer a Deus nossa união,
Pedir que o amor reine com comunhão.

Que nasça a solidariedade nos corações dos homens.
Que a luz das estrelas ilumine a humanidade com sua compaixão.
Que o choro da criança naquela manjedoura
Seja apenas mais que uma lembrança
Do quanto somos amados por Deus.

Que o velhinho de barba branca traga mais esperança
No sonho de cada criança,
E no coração de cada um de nós.
Que as renas corram mais rápido que nossos desejos,
Alimentando nossa consciência de saudade, de amor, de paz,
Do quanto o outro nos é importante.

Assim, o Natal será sempre uma grande festa.
Feliz Natal, para você e sua família.

O nosso amor


Era por um dia, um mês... agora já um ano. Que venham muitos anos com o mesmo amor que surgiu, repentinamente, ao ouvir o som da tua voz: "Aqui é a sala de aula de Inglês", ainda soa em minha mente. O frio na espinha quando tua perna tocou a minha, ainda me arrepia a pele, iça meus cabelos, estremece meu corpo.

Um ano em que as flores floresceram de suas mãos, das mensagens de WhatsApp, de seus poemas. São tantas lembranças boas que adoramos revivê-las em nossos desvaneios ao luar. De mãos dadas, ainda caminhamos, como nos nossos primeiros encontros. Sinto todos os dias o calor do teu corpo, "meu ferrinho de engomar", de tão quente que és.

Apaixonados, dizemos poesias um para o outro como alimento para nossas almas. A brisa que passa em nossos rostos espalha carinho pelos quatro ventos. Quem nos vê escancara um medo de não saber ou não ser amado, pois, há quem não acredite em um assim. Pois, como sentimento, nós só dizemos palavras amorosas um para o outro.

E para que não acabe "este nosso louco amor", temos longas conversas na busca de nos entendermos, para que nada atrapalhe nossos planos de vida longa. Que seja eterno além da vida.

Hoje! Não é só mais um dia, mais um mês, mas um ano na construção do nosso sonho que começou há um ano atrás. Lembra que eu disse: - Você não sabe, mas vai se casar comigo? Viu? Estamos seguindo o que estava escrito nas linhas tortas de Deus. Que venham mais e mais anos... Parabéns para nós.

Autora: Darlene Maciel

domingo, 8 de dezembro de 2024

Você!


Teu sorriso me mostra que estás feliz,
Num lugar muito frio,
Mas com o coração aquecido,
De um pai com seu fraterno ao lado.

E eu? Aqui, na espera dos dias passarem,
Para com você ficar!
Voltar a sentir teus braços a me abraçar,
Teu sorriso a me alegrar,
Teus lábios a me beijar.

Em cada lugar que você visitou,
Me levou em seu coração,
E eu, aqui, a fitar o mar,
Como a te encontrar.

Nas pegadas úmidas da areia à beira-mar,
Sinto o ar a me envolver,
Com o cheiro marinho a me embalar,
Que nem as ondas do mar.
Ondas que me fazem lembrar: você, eu e o mar!
Numa noite de luar, onde dois amantes a se beijar,
Curtiam o denso azul, a lua e o mar!

 

Incertezas


Incertezas
Autora: Darlene Maciel

Num passo de lentidão, me voo,
numa sensação de pura solidão.
Olho para o lado e vejo os "porquês",
olho para o outro e vejo um "talvez".
Incertos trazidos por mudanças já esperadas.

Agora, terei, mais uma vez, de recomeçar.
E não é a primeira, nem será a última
que tudo preciso rever!

Um futuro além da juventude,
pois esta já se fez passado.
Tempo vivido com a razão de quem precisa,
e não de quem projeta.

Neste arfar da incerteza,
vejo uma história a ser vivida,
junto ao meu amor.
Com ele, não há inquietação,
pois dele vem o amor que guia nossa vida.


segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Notícia ou Sensacionalismo, o que é mais importante?


O que importa mais: a notícia sensacionalista ou a verdade nua e crua? E como lidar com ela?

A notícia é, em sua essência, o relato de um fato, com mais ou menos relevância para quem a recebe. Contudo, nas mídias digitais, as notícias sensacionalistas ganham uma repercussão astronômica e podem desencadear uma série de consequências. Lembro-me dos primeiros relatos de "arrastão" nas praias do Rio de Janeiro e da forma como esse episódio repercutiu por todo o Brasil. Rapidamente, o fenômeno se espalhou para outros estados. Isso nos leva a uma reflexão: o que é mais importante, a notícia ou a verdade?

A notícia pode envolver pessoas e emoções. Algumas mais fortes, como a de um assassinato (um fato real), outras mais leves, como a receita de um prato (também uma verdade). No entanto, quando um crime ganha contornos detalhados, como o relato minucioso sobre como os criminosos planejaram e executaram o assassinato (um claro exemplo de sensacionalismo), o efeito colateral é perigoso: pode ensinar a outros, de maneira indireta, como cometer o mesmo ato.

Embora as notícias possam ter um contexto especulativo, geralmente são baseadas em eventos reais e podem transmitir mensagens importantes. Porém, até que ponto devemos divulgar essas histórias? Quem decide o que é publicado pensa no impacto social dessas revelações? Consideramos o efeito que essas notícias terão no futuro?

Nos noticiários, a busca pela notícia impactante e fantástica é constante, muitas vezes com foco na violência urbana. O objetivo parece ser gerar comoção e revolta, mas o que nos deixa é uma sensação de impotência. Frequentemente, essas reportagens revelam detalhes de uma história que não deveriam ser divulgados, expondo segredos que deveriam continuar ocultos.

O desejo de ser o primeiro a dar a "grande notícia" muitas vezes se sobrepõe aos valores sociais e à ética jornalística.

É urgente repensar a forma como as notícias são apresentadas. Os valores éticos devem ser priorizados acima do sensacionalismo que domina as mídias atualmente. O que você escolhe para se informar tem um papel fundamental na mudança desse cenário. Chegou o momento de repensarmos a ética jornalística e o papel das mídias na sociedade. Não podemos mais permitir que o apelo pelo sensacionalismo continue a distorcer nossa percepção da realidade. O valor da verdade precisa ser restabelecido. Cabe a todos nós, como leitores e cidadãos, exigir um jornalismo mais responsável, que coloque os valores éticos acima da busca incessante por audiência e escândalos. A verdadeira mudança começa na forma como escolhemos consumir e lidar com as notícias.

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Teu colo


O teu colo me traz doce paz,  
sensação de imensidão sem fim,  
dentro dele repouso fugaz,  
repouso doce do meu querubim.  

Ficar em teus braços me sossega,  
como no sagrado ventre materno,  
refúgio seguro, calor que me é terno,  
morada que me acolhe e me entrega.  

Teu refúgio acalenta minha ansiedade,  
me deixa alegre quando estou triste,  
me envolve num manto de liberdade,  
me faz sorrir quando tudo insiste.  

Colo de amor, de pouso tão seguro,  
de carinho suave e aconchego.  
Amor tão simples, tão puro, e inteiro 
em teus abraços encontro sossego.  

Me aninho em teu corpo, feito cobra,  
a se enroscar, lenta e suavemente,  
para que nada exista entre eu e você,  
só a beleza deste momento que dobra.  

Ah! Teu abrigo, nele me deixo morrer,  
morrer de amor tão doce paradoxo,  
Mas nele sinto uma profunda paz  
que só teu peito amoroso é capaz  
de mostrar a verdade sem alvoroço.  

Do teu ninho jamais quero partir,  
pois sou roseira viva em teu jardim,  
firme, com raízes fortes e fincadas,  
exalando jasmim nas alvoradas.  

Autora: Darlene Maciel

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

O passeio de barco na Beira Mar



Éramos sete. Sete vidas em busca de aventura.
Já no píer, a primeira missão se fez: equilibrar-se no corredor para entrar no barco.
Balançava de um lado para o outro, em um sobe e desce de ondinhas.
Nos sentimos como bêbados ao andar.

Entrar na lancha era uma diversão temerosa — o medo de cair no mar ou se machucar, pois a lancha segue o balanço do mar.

A lancha a navegar, e todo o feitiço acontece: lancha avante, a dançar sobre as ondas do mar.
Pingos d'água a nos molhar.
Paisagens do porto e seus grandes navios.
Como é linda a Beira-Mar!

Pássaros voam a nos encantar, bicam a água para se alimentar.
Arremessam-se para o céu, a embelezar.

De longe, admirados, vemos a cidade a se afastar.
O mar, um pouco agitado, com ondas a nos balançar.
Como é bela a Beira-Mar!

Alguns afirmavam que, às vezes, os golfinhos acompanhavam os barcos — mas golfinhos não vimos.
No entanto, a felicidade, sim, era visível: no falar e no olhar!
Quantos risos e gritarias — alegria linda de se ver.

Enquanto o sol não se põe, uma pausa para mergulhar.
Quem seria o primeiro a entrar neste mar?
E não é que não afunda? Boiar é mais do que certo.
Uns se aventuram, outros não — mas a sensação de liberdade nos deixa extasiados.

Agora, a pausa para o pôr do sol se contemplar.
Ao longe, vemos as cores do pôr do sol — de amarelo para laranja — que nos encantam e não cansam.
Como é lindo o pôr do sol neste lugar encantador!

Mil fotos foram tiradas para que nada se perca, já que a memória pode falhar.
Em um troca-troca de lugares, para mil poses encantar.
Registrar cada momento com aqueles que se amam, sem nada se importar — mas sorriso não pode faltar.

E olha que surpresa! A lua veio linda, grande, ainda tímida pelo entardecer, mas já nos enfeitiça com sua imensa beleza.
Lua cheia de azul claro. Afinal, ainda era dia.
Estava ali, na sua timidez, esperando o momento de tornar mais memorável este instante.
Lua cheia de amor, a encantar cada um que para ela olhar.

Assim foi o nosso dia: a admirar o que é belo.
A brincar de navegador.
A sonhar em ser maior que a lua — mas nunca menor que o sol.
Como é linda a Beira-Mar!

Autora: Darlene Maciel





terça-feira, 19 de novembro de 2024

Você me olha...


Você me olha
Com seus olhos de amor,
Já não vê meus desencantos,
Só a beleza do Ser Mulher.

Mulher com suas questões,
Estas do tipo: Quem sou?
Por que me amas assim?
Como fazer o teu amor crescer?

Mas nem precisa, pois te cativo
Com minha beleza interior,
Aquela que só quem ama pode ver.

Teus olhos me seguem até mesmo à distância.
Mas sou eu quem te digo cada passo que dou,
Só para teu olhar ganhar.

Sentir tua boca na minha me deixa envaidecida, meu amor.
A cada cheiro, um beijo; a cada beijo, um abraço;
E depois, um sorriso com mais enlace.

Tuas mãos seguram as minhas,
A medir suas dimensões.
Pequenas mãos que te encantam
E, na tua, elas cabem.
Minha mão na tua segue divertida,
Exalando o amor que aqui há.

Os braços que envolvem minha cintura —
Cinturinha, como tu chamas.
Que coisa mais mimosa, tuas mãos na minha cintura.

Ah, os pés! Brincando, um encosta no outro,
Num traçado de brincadeira.
Roçam-se, fazendo as pernas já se enlaçarem,
Como um nó de marinheiro.

Eu, tua mulher, me pergunto:
Como pode tanto amor?
Que nos deixa enfeitiçados,
Como crianças a brincar,
Bordando o céu numa flor.

Autora: Darlene Maciel


sexta-feira, 15 de novembro de 2024

A felicidade traz dúvidas.



A felicidade traz dúvidas
Autora: Darlene Maciel

A felicidade traz dúvidas.
Sabe aquela pergunta: agora é para valer? E se algo não acontecer?

A felicidade traz questionamentos sobre si e sobre o outro:
Sei amar? O que é o amor? Sou amada? E se for ilusão, apenas paixão?

Sim, a felicidade traz dúvidas,
mas não deixe de ser feliz pelo medo, pelas angústias.
Acredite: você merece. Que tudo é para você.
Que nada te impede de ser feliz, a não ser você mesma.

Seja parte da sua felicidade.
Não seja espectadora.
Não fique nos bastidores, só assistindo.

E com você?
Com você, sou feliz.
Foi quem me mostrou o lado antes obscuro, longe de ser alcançado.
Com você, sou amada, como algo alçado.

Sinto o sabor do viver.
Viver sem rodeios, sem medos, sem dúvidas.
Sinto o doce de viver cada instante feliz ao seu lado.


Cadê você?


Cadê você?
Onde andas?
Está a pensar em mim?
Quanta ânsia em te ver...

Cadê você que não está aqui?
Que não me beija agora!
Que não me abraça tão forte,
Como um nó de aurora!
Que notável saudade de outrora!

Cadê você?
Que não acordou ao meu lado,
Que não me enlaçou com seus braços fortes!
Que não me beija na boca sem se importar com nada...

Cadê você?
Que não me leva ao trabalho?
Que não brinca com meu celular,
Desligando para me olhar?
Que não segura a minha mão?

Cadê você?
Já não aguento de tantas saudades.
Volta logo, estou aqui a te esperar,
Com ânsia no olhar...
Vem, vem me amar.

terça-feira, 5 de novembro de 2024

O que?

O que nos define?
Serão nossos desejos?
Ou apenas meros marejos de um anseio?

O que nos motiva?
A vida que desejamos
Ou a que desenhamos
No rabisco do desejo
Não realizado?

O que nos alegra?
Os atos hilários da hipocrisia
Ou o pensar
Sem lógica a haver?

O que nos atormenta?
Os nossos anseios não concluídos
Ou a mão dos excluídos?

O que nos orienta?
A linha do infinito
Ou a finitude do adivinhar/arriscar?

O que nos define,
nos motiva,
nos alegra e atormenta,
nos orienta —
é também o que nos transforma.

No fim,
somos moldados
pela definição,
pela motivação,
pela alegria,
pela dor,
pela busca,
e pelo esquecimento.

Autora: Darlene Maciel


Dia maravilhoso


O dia foi assim: maravilhoso.

Ensolarado, com brisa suave, convidando para ver o arco-íris logo ali. E, orgulhosos, contemplamos os laços consagrados do amor jurado.

Vemo-nos da mesma forma: lindos, com a vestimenta mais bonita, em corpos já envelhecidos — mas belos e elegantes como a rosa que busca dar vibração ao jardim cansado.

Olhos nos olhos, mãos entrelaçadas, beijos na boca, juras de amor. Que noite linda!

Música atemporal, bar cheio, risos e conversas altas. Um bom bate-papo. Tempos relembrados, risadas e choros, lembranças revividas.

Ao final, nada melhor que o fim da noite: o “até mais”, o beijo na boca e o “eu te amo”. Abraçados, deitados, agarradinhos — e um “boa noite”.



Ela, minha mãezinha


Ela, minha mãezinha, ontem "senhora", hoje "criança"  

que adora repetir suas histórias favoritas,  

aquelas que marcaram sua jornada.  

E, contando tantas vezes, ouvimos com emoção  

suas emoções, pois também já ouvimos esta.


Como as crianças que se alimentam com as mãos  

e tudo bagunçam, assim ela faz.  

Com carinho, juntamos as migalhas  

que se espalham pelo chão.  

Isso me fez lembrar da minha neta Camila,  

dando suas primeiras colheradas.


Como criança, fala o que sente sem filtros.  

O que nos lembra?  

A inocência dos anjos que nascem  

e balbuciam tudo ao ouvir.  

Seu nome? Teimosia!  

E é sempre a mesma criança teimosa  

em querer tudo saber! Isso me lembra minha neta Sarah,  

que desde nova tudo questionava e hoje tudo sabe.


Ficar parada não sabe, está sempre em busca do que fazer:  

ora costurando, ora tricotando, às vezes até lendo.  

Quando muito cansada, tira uma soneca,  

mas com a TV ligada; afinal, está sempre antenada.  

De quem me lembro? Lucas, meu rapaz. Risonho, sapeca.


Gosta de novidades, mas às vezes se encolhe em pensamentos.  

Assim, vejo o Isaac.  


Como não entender o que hoje você está passando?  

Afinal, amanhã seremos nós.  

Nosso desejo é que nossos filhos  

tentem nos entender como nós estamos tentando.


Ah, mãezinha!  

Queria que a paciência fosse  

minha ferramenta para lidar contigo,  

e peço perdão se às vezes  

não consigo te entender.  

Antigamente, você era ocupadíssima,  

e hoje sou eu!


Te amo, mamãe.


segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Sol da minha Vida




Você é o Sol da minha vida


Você é o Sol da minha vida,
É a luz que me ilumina,
Esforço da minha lida,
Já nem sei mais como se lida
Sem você em meus caminhos.

É a minha chance, há muito perseguida,
Realização de um desejo,
Materialização de um pedido.
Que seja mais um beijo,

Nem me venha com cerimônias,
Pois dos teus anseios eu sou parte.
Sol, Lua, do Eu Sou, 
Nas sintonias das suas tardes

Ah, que arte mais bonita
Esse de amar e ser querida.

Autora: Darlene Maciel

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Meu amor é lindo!




Meu amor é lindo.
Me mima como uma criança, me olha com carinho. Olho suas feições, e elas se transformam sob meu olhar apaixonado; já não vejo o homem mais velho, mas sim um jovem rapaz com um olhar que cintila como promessa e acende meu coração.

Rugas? Pura expressão de felicidade. Marcas de sabedoria. Feições que se acumularam ao longo da juventude. Memórias de uma vida bem vivida, gravadas em seu coração — cicatrizes já curadas.

Quando fala comigo, suas palavras são veludo ao meu ouvido. Sua voz suave me enfeitiça. Me causa a inquietude de uma emoção que bate com tons dourados.

A cada momento, um mundo de sentimentos.

Tenho tanto amor que sai pelos poros, chega até a doer. Uma dor que só os amantes entendem.

Assim, te aperto forte e solto um beijo. Sinto teu corpo junto ao meu; já dispara o coração, trazendo uma paz sem explicação.

Meu amor é lindo... me enfeitiça.

Autora: Darlene Maciel

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Amar você é fácil



Amar você é fácil,
É um amor incondicional.
Onde amar é informal,
Escrito em ouro juvenil.

Ver seus olhos grandes, inquisidores,
Cor de mel dos criadores,
Cintilantes que envaidecem.
Um corpinho de menina-moça
Que só cresce.

Que amor é esse?
Que fica feliz com sua felicidade,
Que ri quando te vê sorrindo,
Que chora se você chorar,
Que deseja só o seu bem,
E aquece a minha vida também.

Amar você é como o raiar da manhã,
Como o burburinho das estrelas,
É andar em chão de pérolas.

Amar você é a minha fortaleza,
Que revela a mãe protetora
A cuidar da sua riqueza.
Para nada te fazer mal,
Oro por você todos os dias,
Para que Deus te guie nas liturgias.

Como é lindo ser avó: é ser mãe duas vezes.
Na primeira, é preciso criar e educar;
Na segunda, é só amar e brincar,
Livre, só para se encantar.

Amar você é fácil.
E que assim seja.
Amém.


Autora: Darlene Maciel



segunda-feira, 14 de outubro de 2024

Meu amor é assim.



Meu amor é assim:
Se fico triste, ele me acalenta, me conforta.
Se me vê feliz, busca perpetuar minha alegria,
Me enchendo de flores com seu aroma de rosas vivas.

Se pudesse, o céu me daria: 
para que eu voasse, andasse nas nuvens, e comandasse o tempo… —
Para não haver tempestades, mas chuviscos de vida,
Fazendo com que cada gota de chuva se transformasse
Em um sussurro de esperança,
Dissipando as nuvens que ameaçam nossa felicidade.

Ainda se inquietaria se meus olhos marejassem;
buscaria o vento para secar minhas lágrimas.

Se eu parasse de sorrir,
Ele me pegaria pela mão e me levaria a correr e a dançar,
Para que meus lábios se abrissem em um sorriso,
Em uma linda gargalhada.

Assim, meu amor me ama.

E eu? Ah...
Assim como ele é o meu ar,
Sou o que dá vida a cada um de seus dias.
Sou o ar que entra em seus pulmões,
Enchendo seus momentos de paixão.

Sou o Sol que ilumina sua vida,
Assim como ele é a luz que clareia meu caminho.

Sou a batida em seu coração,
Pulsando loucamente ao me olhar.

Sou a força de suas pernas a bailar,
A correr sem se cansar,
Assim como ele é a melodia que embala minha alma.

Eu?
Eu sou a vida,
Assim como ele é a minha vida.

Autora: Darlene Maciel




domingo, 13 de outubro de 2024

A Casa esta em festa


A casa está em festa

Hoje, a casa está em festa, pois eles virão almoçar.
A alegria, mais uma vez, irá reinar —
tal qual na infância, em que elas corriam pela casa
na mais pura algazarra.

Vejo, novamente, seus rostinhos infantis —
agora pré-adolescentes —
que enchem meu coração do mais puro amor.

Venham, venham, meus netos, nora e filho.
Sejam muito bem-vindos ao novo lar.

Família de avós e pais separados.
Mas nem por isso deixo de amar cada um de vocês.

Estes avós/pais os amam com a mesma intensidade de outrora.
Não é uma separação que vai fazer tal sentimento acabar.

Esse amor é incondicional.
É tanto amor que transborda —
tal qual um rio em direção ao mar.

Vocês são a realização de um sonho.
São o ar que respiro,
a água que me sacia,
a vida que sopra em meus pulmões.

Hoje, a casa está em alegria...


Autora: Darlene Maciel


sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Viver ao teu lado

Viver ao teu lado me mostra a beleza da vida,
Minha vida ficou mais colorida, como um arco-íris.
Teu sorriso me encanta, fazendo-me sonhar com teus beijos,
Teus lábios acendem meu desejo por uma jornada querida,
Teus braços me envolvem como o raio do sol.

Viver ao teu lado me revela o que é amar,
Um amor que, antes dor, agora é só calor.
Amor que arde com pura paixão,
Amor que explode em intensa emoção.

Viver ao teu lado me mostra a beleza,
Dos pequenos momentos que vivemos com leveza,
Da natureza que nos envolve e encanta,
E que nos traz sempre bons sentimentos.

Viver ao teu lado me mostra o caminho,
O caminho que trilhamos sempre juntos,
Que nunca nos separará do nosso ninho.
Um caminho que tem uma só direção:
Viver intensamente toda a nossa paixão.

Autora: Darlene Maciel

sábado, 5 de outubro de 2024

Batalhas



Batalhas



Ao te olhar dormindo, percebi um movimento:
falas sem sentido, como se travasses uma batalha.
Questionei-me:
“Que lutas enfrentas, meu amor?”

Se pudesse entrar em teu sonho, 
seria a guerreira a te defender: 
vestida de arco e flechas, com espada de bronze, 
senhora dos dogmas da magia e do saber.

Mataria todos os monstros que te atormentam,
transformaria inimigos em aliados,
teus traumas eu trataria.
Sim, ao teu lado, enfrentaria tudo,
para juntos vencermos esta guerra.

Não posso ficar inerte ao teu sofrimento,
não quero ver, na tua face, a dor —
neste rosto que esbanja amor e conhecimento.

Diria-te para acordar
e deixar os fantasmas para trás.
Assim, a noite seria só para descansar,
e não para disputas travar.

Acorda, meu amor — aqui não estás sozinho.
Juntos, vamos vencer os nossos medos:
sem segredos,
sem batalhas,
num só caminho.


Autora: Darlene Maciel




quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Pequenos momentos


Pequenos Momentos

Autora: Darlene Maciel

A vida é assim, feita de pequenos momentos felizes que, ao longo da jornada, nos mostram o que é felicidade.
A alegria da ciranda!

Felicidade nas pequenas coisas do dia a dia, no cotidiano que nos desperta nostalgia.

Neste mundo de labirintos de afazeres, não temos tempo para olhar o pôr do sol...
As flores, as praças com seus jardins, onde pessoas caminham e conversam — ou para o céu...

Céu que nos acompanha aonde quer que formos: ora claro, de um azul límpido; ora escuro, com suas estrelas a nos encantar.

Como nem tudo é perfeito, há as chuvas em forma de tempestade.
Mas essa mesma chuva faz crescer as árvores, enverdece os jardins, faz florescer as flores e limpa as ruas, os carros — e a nós.

Você se lembra da última vez em que tomou banho de chuva?
De brincar nas poças d'água?
De sentir os pingos da chuva caindo em seu rosto ao olhar para o céu?

Andar na areia da praia, subir suas dunas e descer ladeira abaixo?

E o vento?
Sim, ora acariciando nossos rostos, refrescando do calor; noutras, pode até nos machucar com sua força natural — nas tempestades que surgem do nada, nos amedrontam e nos emocionam com seus raios e trovões, riscos no céu iluminando o frescor da memória que sonha.

E o que tudo isso tem a ver com felicidade?
Tudo! Lembra? Pequenas coisas... leveza da brisa.

São os pequenos momentos que nos levam a sermos completos, plenos.
São os dois lados da moeda, o reflexo da luz e da sombra.
Somos nós — escondidos de nós mesmos.

Como vivemos de escolhas, escolha sempre ver a chuva que abriga, o vento que refresca.
Assim, escolha ser feliz — leve como a dança dos ventos.



quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Tia Darlene



Me vejo olhando para a pureza do teu sorriso.
Num rosto meio oval,
cabelos pretos como os do anu-preto,
lisos como os cabelos de índia.

Tão sábia quanto a Moana,
do desenho da Walt Disney.

Olhos curiosos a fitar quem não conhece,
como a perguntar:
“Quem é? O que quer?”
Mas, nem por isso,
deixa de espiar de longe.

Quando surpreendida,
o sorriso brilha até nos olhos,
e os braços pequenos se abrem para um abraço.

Sua voz baixa,
de uma falsa timidez,
soa como música aos meus ouvidos.

Lembra-me uma fada —
a Sininho —
de tal beleza, formosura e pureza.

Se isso é saudade, eu digo:
só queria te ouvir dizer
“Tia Darlene”
num sotaque único,
e sentir aquele abraço gostoso —
desses bracinhos pequenos,
mas grandes no amor.

Te amo, minha flor.


domingo, 29 de setembro de 2024

Outras formas de dizer:Eu te amo.


Às vezes, busco palavras para falar do meu amor, e mil maneiras posso dizer "Eu te amo", mas não as encontro no nosso vocabulário.

Mas veja que hilário! Há uma riqueza de palavras finitas para descrever meu amor, como as letras do alfabeto.

Delicio-me ao pensar em todas as formas já ditas, mas as mais belas e reais são: "Como te quero! Eu te amo, te adoro, te desejo, você é tudo para  mim, não sei mais viver sem você", e assim vou refletindo.

Palavras são ditas, escritas e faladas. Eureka! Vou me expressar no nosso dia a dia: no café à mesa, com o aroma do café, os ovos fritos, a luz da  manhã. No acordar com beijos, abraços num silêncio, que nos convida a  ficar mais um pouquinho. No caminhar ao seu lado, sempre de mãos dadas, seja na praça,  na praia ou em qualquer lugar. No cafuné na cabeça quando ficamos no sofá a conversar. Agora, não há finitude, pois cada ação confirma meu amor.

E quando quisermos outras formas, teremos a música com melodias e letras que encantam a nós dois, já abraçados numa dança a dois  tendo como testemulha Alexa, sempre pronta com boas musicalidades.

Ao fechar os olhos e imaginar tudo que desejarmos juntos, podemos passear sob a lua num piscar de olhos, cruzar os céus velozmente, voar de mãos dadas e admirar a beleza do ecossistema chamado Terra.

E ao abrir os olhos, ver a mais bela imagem: você.




sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Nós e o mar





Com você, tudo é perfeito —
Como a foz do rio que deságua no mar
E enche de vida um oceano que já tem sua beleza,
Mas nem por isso rejeita o que o rio tem para lhe dar.

Antes, mergulhamos nas águas mansas da foz,
Tivemos longas conversas, todas recheadas de riso,
Para então partir rumo ao mar,
Molhando os pés nas ondas espumantes
Que nos acariciavam a cada toque.

Passo a passo, fomos caminhando
Sonhando de olhos abertos, com sereias cantando.
Com cuidado avançamos, pois o mar guarda mistérios.
Como as águas-vivas, com sua beleza efêmera —
Que evitamos ao caminhar,
Lembrando que nem tudo que brilha é seguro.
Fomos descobrindo os segredos do mar a evitar.

Queria que o tempo parasse,
Que o mar se tornasse perene,
Só para poder nadar com você,
Sem canais a nos puxar.

Um quilômetro ou cinco — que diferença faz?
A cada passo, tudo era mais lindo:
Os cachorros a passear, os “bom-dias” ao passar,
Os sorrisos a doar.
A distância não era longe;
Tudo estava perto do coração,
A bater apaixonado.

O biquíni era pequenino, a sunguinha apertadinha,
Enquanto o sol quente acariciava nossa pele,
Criando uma sinfonia de sensações.
Íamos juntinhos, catando beijinhos a cada metro alcançado.
Ao olhar para o chão, vimos pedrinhas redondinhas
Que, ao pisar sobre elas, acariciavam nossos pés
Como minha mão acaricia seu rosto.

Como é lindo o nosso amor!
Com calor, vamos juntinhos sob o sol abrasador,
Para coladinhos passear e mergulhar no nosso olhar.
Um céu de azul claro, um mar verde-prateado,
Uma areia amarela e soltinha.
Nossos passos lado a lado,
Construindo memórias que se entrelaçam,
Tornando nosso amor uma viagem eterna
Sob o céu azul claro.

Autora: Darlene Maciel


quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Apertadinho



Apertadinho

Autora: Darlene Maciel

Nem sempre vou poder te amar apertadinho.
Já que não resisto ao te olhar,
Sempre com vontade de te tocar
E te agarrar bem coladinho.

Fita-me, olha com olhos em brasa,
Olhos de um louco,
Que brinca com o fogo
E derrete a minha calma.

Seus olhares de labaredas, num clarão,
Escaneiam meu corpo... tão sutil,
Com um raio X do amor.
Vê todo o meu calor!

Me puxa de mansinho,
Me mostrando sua nuca
Para seu pescoço cheirar.
Que delícia de perfume!

Mil bitocas me dá e logo fica saliente,
Com seu olhar avassalador,
Me despindo sem me tocar,
Deixando meu desejo em furor.

Assim, o tempo passa e,
Agarradinhos, ficamos.
Cheira aqui e ali,
Deixando a pele eriçada.
Em teu perfume, me perdi.

Nossas bocas se unem
Num lindo arco-íris
Que só nós percebemos.
Tem um sabor de mel e flores,
Beija-flor de mil sabores.

Após tanto calor e ardor,
Mais apertadinhos vamos ficar,
Até o dia amanhecer
E muitos sonhos vão se desenhar.


quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Sua chegada


Por Darlene Maciel

A noite chegou, e dormir não era possível.
Ver TV, filme, escrever — tudo demonstrava minha ansiedade.
Preciso sonecar para, logo, meu amor encontrar.

A saudade cria expectativas — fazemos uma cena de cinema — imaginamos todos a te ver desfilar, deslumbrante como em contos de fadas.
Oh! O tempo passou depressa.

Me visto como para uma grande festa, e batom vermelho vou usar.
Quem sabe, ao final, nossas bocas vermelhas e borradas vão ficar?

Ah! O voo chegou cedo... e aquele beijo de cinema não vou dar.
Então, como um raio de luz, chego ao destino e, nos seus braços, vou me jogar.
Meu Deus... lá está ele!

No salão do aeroporto, já te vejo de costas.
Devagar, como um gatinho, me aproximo só para te abraçar por trás.
Sinto meu coração disparar, me agarro com força e te enlaço com um laço — apertando com amor.

Sabe aquele beijo cinematográfico?
Nem de longe foi como o beijo que recebi.
E, mais uma vez, pude perceber que nada mudou.
Você é meu bem-querer, mais doce que um docinho.

Lado a lado, fomos ao carro, sorrindo um para o outro, pois sabemos que nosso destino está selado.
Agora, o futuro vamos desenhar — com lápis na mão — criando nosso ninho,
morada da águia — alto, livre, inalcançável —
onde só o amor pode pousar.



Meu alado amado


Como um cavalo alado, vejo toda a imensidão das montanhas e seus vales verdejantes. Meus olhos miram cada detalhe, a gravar a beleza da natureza que nos faz pensar: quem tudo fez? Meu alado me encanta, com suas rasantes atrevidas. Uma subida súbita para alcançar as nuvens do céu, e um frio na barriga me faz tremer de emoção.

Vejo um vale lindo e nele quero um piquenique fazer. Desço do cavalo voador, cansada de tanto me equilibrar, as pernas bem doidas, e quem liga para a dor? Pois o coração está a pulsar de tanta comoção.

Jogo um xale, coloco todo o amor que consigo. Deito na relva para o céu apreciar e te vejo ao meu lado. Agora já não é um cavalo alado, mas o amor da minha vida.

Olhamos para o céu e nele vemos um casal alado a voar lado a lado, dando voltas no ar, um seguindo o outro, numa cena que nos faz desejar também voar.







quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Minha mente





Minha mente pede paz.
Quero sacudir a poeira,
jogar fora toda a sujeira,
limpar os cantos, sujos de uma poeira fina
que se torna invisível aos olhos distraídos do pensar.
Minha mente pede colo.

Quero sentir a mão amada do ser querido,
pedir um lenço para acolher o que não pode ser mudado.
Minha mente pede paz.

Minha mente não quer obrigações indesejadas,
mas precisa acolher a densa nuvem
que se ergue no labor dos dias.
Minha mente quer amor,

igual aos pássaros a voar
num céu azul de anil,
e pousar no mais alto cume
para admirar toda a beleza do saber.
Minha mente pede visão.

Minha mente está confusa,
mas não com você, meu amor, minha vida.
E, sim, com o pouco tempo que teremos,
se meu labor continuar.
E disto, você sabe bem: por mim, iríamos só viajar.
Pois minha mente pede clareza.

Autora: Darlene Maciel


segunda-feira, 9 de setembro de 2024

O Nome Do Meu Choro


Quando o choro vem como a maré alta, levando tudo que vem pela frente, é como se fosse um movimento de vai e volta. Lembranças fluem como filmes, semelhantes a um trem em constante movimento, sem horários definidos, deixando quem o espera em um limbo total.

As lágrimas escorrem pelo rosto como a chuva que lava as ruas ladeira abaixo. O nariz vermelho, como uma maçã madura, não esconde o amargor das lembranças. Das narinas escorre tudo que já não faz bem, lavando — em gotas grossas de chuva — a janela da alma, revelando tudo o que há por trás da fachada.

As expressões faciais revelam extrema dor, assim como a alegria, que também expressa um retrato — mas com um sorriso no final. Não adianta pensar que o choro é apenas infelicidade, dor ou raiva. Ele limpa a casa com água salgada, deixa tudo pronto para o viver. Assim como o Sol e a Lua juntos formam o dia, as emoções se complementam. Essa é a herança!

Meu choro tem um nome: esquecimento! Como um nevoeiro que encobriu o caminho de volta para mim. E, apesar de não ter esquecido os outros, padeci de mim mesma. Morri para o meu eu — aquele que mais precisava de acalento.

Choro hoje para, amanhã, correr atrás do que esqueci. Sei que não tem volta, então recuperarei o que for possível — todas as glórias que a mim pertencem — sem desperdício.

Choro para deixar para trás tudo o que não quero mais carregar. Jogo para longe as pedras que carreguei na mochila do esquecimento. O fardo foi pesado demais; vou descartar o que posso.

Do futuro, só desejo lágrimas de felicidade, gratidão e amor — amor este livre de qualquer pudor. Vou amar cada pedaço do outro, cuidando como se fosse um lindo jardim que, por ora, só carece de adubo. Vou moldar o amor — o meu e o do outro — como quem cuida do barro: com paciência, cuidado e atenção.

Meu choro agora será apenas de alegria, como o farol é para o navegante perdido em um nevoeiro. Nada mais.


Autora: Darlene Maciel



sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Altar e Oscar



Não sei o que esperar,
mas agora vai ser para sempre,
e com você vou ficar.
Não temos o tempo, mas temos vontade
de que tudo dê certo e se torne verdade.

Uma estaca vou fincar nos quatro cantos,
para nada se soltar, sem espantos...
para eternizar.

Quando o pássaro de ferro pousar,
vou receber todo mundo como comissária:
elegante e serena, sem ousar.

Diante da nova vida que se inicia,
junto ao meu amor, que me delicia,
que vem para mim com a promessa
de me fazer feliz, com gentileza.

No entanto, eu te peço:
— Deixa eu ser a tua felicidade também!

Andas agora no tapete vermelho
que puxei para te receber,
pois este "Oscar" é nosso.

Vamos erguê-lo bem alto,
e aqueles que não o reconhecerem,
saiam da nossa frente,
pois não se divide, nãos se dá a ninguém.

Ele é nosso,
pelo filme que desenhamos
em linhas de amor.

Agora, ponho meu vestido branco
e vou até você no altar imaginário que criamos,
para nele dizermos a Deus:
Com todo o meu coração, prometo te amar na alegria e na tristeza.
Sim, eu te recebo.

Sejam todos convidados,
e o presente...
é uma oração para afastar de nós qualquer mal.

Amém!


segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Liberdade: entre máscaras e medos

O que é liberdade? Pode ser a simples decisão entre o certo e o errado, conforme a cultura em que se vive. Pode ser não estar embaralhado, querer tudo do seu jeito —  e pronto. Pode ser viver como um palhaço que a todos diverte, mas tem expressões que nos deixam a pensar: será que é tristeza? Ou viver sem liberdade, como as esposas que escondem seus desejos por medo de serem condenadas à solidão.

A decisão é um passo importante na definição de liberdade, pois será ela que irá te levar aonde você quer chegar — como o leme de um barco, que busca pelo vento na procura do caminho a seguir.

Há quem a veja na Estátua da Liberdade: uma mulher empoderada, sem medos, ou um homem que a tudo enfrenta. Outros a veem no ato de escolher um caminho a seguir.

Temos a nossa liberdade, o livre-arbítrio, que pode transformar tudo. Existem diferentes formas de liberdade: a liberdade "de" e a liberdade "para". Temos a liberdade de andar, correr, ir; e a liberdade para dizer "sim" ou "não", amar, sorrir e assim por diante.

Mesmo com liberdade, ainda não podemos fazer tudo, pois existe o "outro", e esse "outro" estabelece nossos limites.

Então, seja livre, mas não aprisione o outro.


Autora: Darlene Maciel


sábado, 31 de agosto de 2024

O quarto


Me espreguiço como um gato.
Minhas pernas vou esticar, meus braços levantar, todo o meu corpo quero alongar, preparando-me para o sono que há de me embalar.

Agora já posso dormir, fechar os olhos e... olha que curioso: no quarto quero repousar, mas também escrever. Narrar a nossa história. Pego o lápis e rabisco algumas frases de amor, mas os olhos pesados não me permitem continuar. Melhor deitar-me.

Na cama, penso em você. Quero sonhar com meu amor, mas no sonho não mandamos. É melhor imaginar. Fecho os olhos para te ver. Sinto até o teu cheiro — quem diria? Oh, meu querer!

Vou me acomodando na cama. Viro para o lado, puxo o travesseiro, coloco um no pescoço e me agarro ao outro, acreditando que é você.

Olho pela janela: vejo a lua brilhar, o céu azul-negro e muitas estrelas cintilar. Penso: onde você está?

Apago a luz para dormir. Agora só penso em descansar. O espreguiçar já não foi necessário, pois meu corpo pede cama. Uma gostosa sonolência me envolve, quase como se eu sentisse teu abraço a me mimar. Que saudades de você, meu amor!

No quarto, agora escuro, o sono vence. Durmo com um sorriso nos lábios e a certeza de que amanhã te terei em meus braços outra vez.

Autora: Darlene Maciel


Sete Véus


Como a dançarina dos Sete Véus,
Vejo-te, em passos suaves, se contorcer,
Para desvendar teu corpo,
Mistério que se revela em silêncio.

Desnudando tua beleza,
Teu corpo sensual, com cuidado, quero acariciar,
Como a delicadeza de tuas mãos e braços,
Num ritmo que lembra movimentos em câmera lenta.

Estou ficando excitado
Só de imaginar-te nua,
Numa noite de luar,
Fazendo movimentos que acompanham o ar fresco da noite.

E eu vou te admirar,
Sentindo-me um rei egípcio,
Em silêncio, a escolher
A quem amar com devoção.

Em cada movimento,
Um dos véus vou retirar,
Alegrando o meu olhar,
Que se delicia com tua beleza.

Quero ouvir de você,
A cada véu, teus suspiros,
Pois é assim que te prefiro:
Entrega e desejo em harmonia.

Ao final, te quero na cama,
Toda desnuda,
Tão bela quanto a flor mais bonita
A enfeitar os jardins do meu palácio.

Autora: Darlene Maciel

sexta-feira, 30 de agosto de 2024

A proposta


Com um convite inesperado, senti meu corpo arrepiar; a imaginação corre solta. Que loucura! Vou te amar.

Corro rápido para o meu ninho, ansiosa para o encontro. Quem sabe, num desatino, me agarro ao desejo de te olhar. Mas a paixão me consome, e em nosso ninho só quero estar.

Meu coração dispara como um raio que risca o céu, iluminando o caminho para eu te alcançar, igual ao passarinho que sai do seu ninho para o amor encontrar. Voa, voa, passarinho, e pousa em meu pensamento, transporta meus sonhos onde nele você está.

Leva meu amor, que anseia por me encontrar. Diz a ele, por favor, que logo estarei ao seu lado. Só não me deixes me perder; me mostra o lugar onde o Amor com o Amor vão se encontrar.

Amantes juntos novamente, num encontro mais gostoso que os amantes se permitem: beijos, abraços e sussurros, tudo o que o encontro permitir. Nada pode faltar. Assim como o céu onde as estrelas brilham num azul escuro, os amantes vão se amar.

Agora, deitados lado a lado, já exaustos de tanto prazer, a imaginação nos permitiu viver o que sonhávamos. Só resta descansar, entrelaçar nossas mãos e dizer um para o outro: “Boa Noite”, meu Amor, minha Vida!

terça-feira, 27 de agosto de 2024

Sem sono!


A noite é hora de dormir. Tento dormir e logo sinto a saudade de você, meu amor.

Mas o sono não vem. Pensamentos vagueiam por meu quarto como sombras a nos assombrar.

Na esperança dos olhos cansarem, busco olhar o celular. Leio poesias que me inspiram, outras que nada me dizem.

Fecho os olhos e mil pensamentos me atrapalham. Tem algo amanhã que devo fazer? Como estarão meus filhotes? Vou conseguir acordar cedo? Jesus, cadê este sono!

Me viro na cama, agarro meu travesseiro, dobro a perna para melhor acomodar o corpo. Hum... melhor do outro lado. Eita, travesseiro alto. Dou um murro nele. Aff... e o tempo vai passando.

Levanto, tomo água. Corro para a cama. Cadê o sono?

Quando menos espero, percebo que aos poucos os olhos querem fechar, as pálpebras pesam e o sono vem, e com ele a certeza de que um novo amanhã nascerá.

Não fui


Sim, não fui. Por quê? Me parecia o correto.
E como influi tal decisão em meu viver?
Antes divertida, hoje contraída.
O que me segura? Não tenho certeza. Ai, que zoeira!

Pode ser porque tive medo? Olha que enredo!
Meu ego querendo se esconder!
E logo ele, que só quer aparecer.
Vai entender? 

Já sei, foi por causa do lugar. Não!
Lá impera alegria. Ou será pura ironia?
Que nada! Foi porque era longe.
Nem de longe vou saber.
 

Mas pera ai? Tinha que ser.
Você não estava lá, meu bem querer.
Que graça teria ver todos acompanhados
e eu sem você?

segunda-feira, 26 de agosto de 2024

Areia do Mar



Que criança não gosta de brincar na areia? Ainda mais se for na praia. Quanta emoção!

Correr na areia, fazer castelos, até afundar o pé no chão, só para ver a cópia do seu pé, que logo some quando a onda vem de surpresa e tudo apaga.

Até um mergulho posso dar para a areia pegar. Vê-la escorrer entre os dedos e nada ficar na mão.

Carros passam na areia. Que belo exemplo! Não! Aqui não pode passar, pois o bicho vai pegar.

O mar avança na areia como se estivesse brincando de vai e vem, tirando toda a areia para, depois, trazê-la de volta.

Nessa hora, me deito na areia para o mar molhar meus cabelos. Pareço até uma sereia, com seus cabelos longos abaixo da cintura. Assim começa minha brincadeira com você, minha caçula.

Lembro-me de você, criança, subindo nas minhas costas, dizendo: "Pula, cavalinho, as ondas do mar!"

Muitas vezes brincamos de jacaré, que é pegar a onda e se deixar levar até a areia sem afundar, sentindo a espuma brincar nos nossos olhos, a arder, e por vezes, bebendo a água salgada ao sorrir.

Não raro, apenas pulávamos as ondas, ou fingíamos que era uma briga com um tubarão. Ora era eu, ora era você. Quanta imaginação.

Nossa sintonia com o mar era tanta que não tinha graça não se molhar na praia.

Mas o tempo foi passando, e hoje restam as lembranças que nem sei se você lembra. Mas eu, eu não esqueço. Naquele momento, éramos só você, eu e o mar.

Quero mostrar




Que prazer louco de me mostrar
Me mostrar na forma que sou,  
Como mulher que deseja seu parceiro agradar,  
Como uma loba que quer te devorar.  
Quero me mostrar!

Como uma modelo, me exibo para você.  
Já vou avisando: protótipo não sou,  
Mas um exemplar sem igual.  
Ninguém pode imitar!

Quero me mostrar!  
Sentir teus olhos a me devorar,  
Tua respiração entrecortada a arfar,  
Teu peito a inflar toda a magia de amar.

Quero te mostrar o meu lado mais erótico,  
Que mais metódico em te embalar não há.  
Quero dar um show particular  
Para uma plateia só com você.  
Para tuas palmas ouvir,

Quero nada dizer, apenas te hipnotizar,  
Igual ao encantador de serpentes.  
Usar a flauta da minha beleza de mulher,  
Usar meus encantos sensuais,  
Te deixar igual a serpente:  
Ereto, parado, inerte aos meus encantos.

Quero te mostar!