terça-feira, 6 de maio de 2025

A louca que habita em mim


A louca que habita em mim é doidivana,
chega sem ser convidada,
sem razão para existir.

Sai, sai de mim!
Sai pela porta ou pela janela,
pula no ar da tua loucura
e esquece de mim,
pois aqui não é tua morada.

Teus olhos molhados
não justificam tua lua cheia,
que traz medo e insegurança
aos mistérios da meia-noite.

Com o peito inchado de ódio, raiva,
cruzas o céu
na tua caravana insana da desordem
e não olhas mais para trás.

Vai veloz, para bem longe de mim,
a gritar bem alto:
"o mundo não te merece,
o céu te cega
e o sol te queima a alma".

Como um raio,
cujas faíscas se veem,
lança teu rancor contra a terra
para nela morrer
e dela nunca mais sair.

Quem és tu?
Ingrata loucura!
Que me deixa pasma,
sem crer que tanto ódio é possível.

Respiro profundo
para tudo entender,
silencio minha mente,
calo minha boca
e, de ti, quero distância.

Não te sigo mais,
não te quero aqui.
Tudo que quero é paz.

Sai zunindo,
sem saber o que quer,
queima tuas dores,
sara tuas feridas,
mas deixa que a noite vire dia,
o sol nasça
e tudo floresça
em felicidade,
amor
e paz.


Autora: Darlene Maciel

Ondas da Nossa História




De que adianta morar na praia
E não aproveitar o sol que raia?
Ficando apenas a olhar
O mar que nos convida
Para em suas águas nadar.

Vamos colocar os biquínis,
Muito bronzeador —
Pois este não pode faltar.

Rumar para a praia,
Cruzar suas areias,
Brancas e soltas a bailar,
Levadas pelo vento,
Igual a pipa no ar.

Buscar quem pode das roupas cuidar,
Para nas águas do mar mergulhar.

Correr para a espuma do mar,
Na busca da melhor onda,
Como faz o surfista nas ondas do mar.

Nem tenha medo —
A correnteza é só a onda a se formar.

Nesta hora, você pode:
Mergulhar ou deslizar pelas ondas
Até a beira-mar.

Cuidado com o surfista —
Ele vem veloz numa onda seguinte.

Mergulha para não bater,
E olha com raiva para ele...
Depois começa a sorrir.
Ele também quer se divertir.

Tem criança a chorar com medo do mar —
Nem sabe ela que, em breve,
Do mar não vai querer sair.

Tem pais e mães a brincar com seus filhos,
Num vai e vem das ondas,
Como um barco à deriva.

Ah! Como é bom contigo estar,
Agarradinho dentro do mar!

Mas não mergulha na minha frente,
Pois vou me machucar...
Creio que você quer me dengar.

Como é gostoso te abraçar,
Beijar e mergulhar!
Por mim, dali não saia, 
Já que só queremos:
Banhar, boiar, brincar — no mar, tudo é amar.

Vem, amor, vamos para casa —
Pois lá vamos mergulhar, enfim,
Nas ondas da nossa história,
Que se quebram e voltam
Igual ao mar sem fim.

Assim, nosso amor continua.
Quem sabe amanhã,
Novamente iremos
No mar se banhar?




Autora: Darlene Maciel


sábado, 3 de maio de 2025

Às vezes me pergunto.


Às vezes me pergunto

Sobre o quê escrever.

Olho para o papel pautado
E nada vem para descrever.
Só um vazio no olhar encurtado.

Assim, os minutos vão passando
E sigo a escrever sobre o que posso revelar.
A mente busca por palavras que possam combinar,
Mas combinar com o quê?

Num momento de vazio,
Olho para a claridade
Que me chama a atenção.

Quem sabe, sobre o Sol
Que embeleza o dia
Com seus raios a mostrar
Toda a vida que se ergue!

Posso ainda descrever
A sensação que acordar ao seu lado me deixa dengosa,
Cujo abraço não quero soltar,
Pois nele me sinto segura.

Hum! Talvez dizer
Que a vida é mais colorida
Quando juntos estamos.

Que os pássaros cantam,
Que o arco-íris se mostra no horizonte,
Criando a imaginação
De um tesouro que, no final, existe
Só na imaginação dos apaixonados,
E logo se dissipa
Para meu amor voltar a sonhar.

E me vejo, já escrevendo tudo isso,
Já que o que reina em nossas vidas é o amor —
E falar dele não há limites.

Há cores, sabores e desejos.

Autora: Darlene Maciel