sábado, 21 de junho de 2025

Te amar é fácil!



Te amar é fácil,
Você é puro, sensível e ágil,
Para fazer tudo o mais lindo possível
Dentro do nosso mundo mil.

Te amar me encanta,
A ponto de tudo ficar azul,
Como o céu num dia sem véu,
Onde o sol beija minha pele,
Feito fogo descendo do céu.

Te amar me permite ser feliz,
Tal qual a águia no céu a voar,
Percorrendo a relva com seu olhar
Aguçado de caçador,
Presa fácil só para em teus braços ficar.

Te amar me faz sorrir
Para tudo ao meu redor,
Como o mar beija a areia
E te convida para ali se banhar,
Deixando tudo de mal sair.

Te amar, te amar e amar,
Assim como a águia ama voar,
O sol ama aquecer,
O mar ama banhar,
E você ama me amar
Assim como sou!

Autora: Darlene Macie

quinta-feira, 19 de junho de 2025

Ah, o amor!


Ah, o amor!
Mente ao dizer que não quer,  
ao fingir repulsa,  
por medo de errar,  
só pra esconder  
que o que mais deseja  
é amar.

Ah, o amor!  
Sofre por feridas mal curadas,  
pela dor do partir,  
por desejar o proibido,  
por não saber  
o que sentir.

Ah, o amor!
Chora pela despedida,  
pelas mágoas sentidas,  
pelo doce do sorriso,  
por saber  
que é amor, de fato.

Ah, o amor! 
Ama — e se esquece de tudo  
quando se permite de novo:

amar sem remorsos,  
amar sem receios,  
amar sem dor,  
amar sem mentir...

Ah, o amor!

Índia por Natureza


Índia por natureza

Autora: Darlene Maciel

Adoro deitar no chão da casa,
levantar as pernas
e apoiá-las no sofá.

Sinto o frio do assoalho,
do vento fresquinho
a embalar meu cochilo.

Uma sensação de prazer
que me faz relaxar
e deixar tudo para lá.

Sinto-me como se estivesse a flutuar,
deixando a imaginação navegar
em mares calmos,
com sua brisa a soprar.

O chão é como a Terra Mãe,
que de tudo cuida.
Não falta alimento
para a alma acalmar,
sobrevoar toda a relva
num olhar.

Mãe Terra, que nos faz lembrar da Morgana,
mulher sacerdotisa,
terna como veludo,
forte como a rocha,
mística, guardiã de Avalon.

Por isso, gosto tanto de sentir
o frio do azulejo
ou a terra em meus pés.

Sinto a força fluída da vida,
revigorada
em cada repouso que me convida.

Adoro deitar no chão,
ouvir você dizer
que sou índia por natureza.

Guardo no peito os saberes,
da importância da terra que cura.

Como índia, tenho hábitos ancestrais,
e ao chão devo sempre recorrer
para minhas forças resgatar...


Pois sou índia por natureza.


domingo, 15 de junho de 2025

Quem me dera...



Quem me dera
Autora: Darlene Maciel

Quem me dera poder mudar
aquilo que causei,
mesmo sem o desejar.

Quem me dera
mudar o pedido que me fez,
que não pude atender.

Quem me dera
não ver mais, em teus olhos,
a tristeza que causei,
quando tudo que quis
era me fazer entender.

Quem me dera
poder diminuir a dor
que vi em seu triste olhar,
pois não foi esse o meu pensar.

Saiba, meu amor,
que, dentre as promessas feitas,
faltou uma: — nunca mais vou te magoar.


Harpia



Harpia

Autora: Darlene Maciel

Harpia, grande e imperiosa,
voa no alto do céu,
com seu olhar aguçado de caçadora,
na busca impiedosa
de uma presa.
Assim, te vi a me olhar;
como presa, não consegui escapar.

Teu porte absoluto
foi símbolo de coragem e braveza
nos escudos dos senhores da guerra.
Como não te admirar e amar,
meu senhor das alturas?

Me pegaste com suas garras,
me levaste até o céu, para de lá
sentir o gosto do teu calor,
sem receio de cair,
já que, com tuas forças,
para onde o amor vai, me levas.

Me vi presa no alto de tua morada,
a admirar a imponência do lugar.
Medo jamais senti,
pois me cobrias com tuas asas
e me alimentavas com teu calor.

Saiba, Hárpia querida,
tua beleza me embriaga
nas caladas da noite.
Sinto como se o céu
fosse nossa eterna morada e,
de lá, só saio contigo a voar.

Assim és tu, meu amor!
Quem me faz mais feliz todo dia,
no aconchego do nosso ninho,
no abraço que me alça às alturas,
onde amar é o próprio céu.

P.S.: Te amo.














domingo, 8 de junho de 2025

A noiva



A noiva

Autora: Darlene Maciel

Tão linda de véu e grinalda,
parada à porta da igreja,
começa a dar passos,
leves e suaves,
em direção ao ser amado.

Ao passar, se podia ver sua grinalda,
tão longa que parecia
cachoeira a jorrar água benta
em todos que ali estavam.

O vestido branco a deixava parecida
com uma princesa de contos de fada —
singela e pura.

Olhá-la encheu-me de orgulho.
Lágrimas saíram dos meus olhos,
apreciando a imagem imaculada da noiva,
que passava a desfilar com tanta formosura.

Ali, no altar, estava a realização de um sonho e desejo:
vê-la de véu e grinalda,
a entrar na igreja
ao som da Ave Maria.

A música toca suave,
e ela, a caminhar com o buquê em suas mãos,
deixava um doce perfume de jasmim
a quem todos agradava.

Pétalas de rosas vermelhas
rodopiavam
com bênçãos de lançadas
e todos a admiravam
por beleza sem igual.
Quanta alegria
a todos embalava.

No altar, os noivos se encontraram,
e seus olhos se fitaram.
Com delicadeza,
suas mãos se juntaram
em juras de amor,
com promessas
que a todos encantavam.

De menina a mulher,
nada mais lindo que o sonho realizado —
onde o que se espera, enfim se alcança:
foram felizes para sempre!

Que a bênção de Deus guarde
no coração dos presentes
que o amor a todos encanta —
e, sem ele,
não existe felicidade.

Felicidades aos noivos!
Em especial à noiva,
símbolo de luz,
ternura
e beleza.