Harpia
Autora: Darlene Maciel
Harpia, grande e imperiosa,
voa no alto do céu,
com seu olhar aguçado de caçadora,
na busca impiedosa
de uma presa.
Assim, te vi a me olhar;
como presa, não consegui escapar.
Teu porte absoluto
foi símbolo de coragem e braveza
nos escudos dos senhores da guerra.
Como não te admirar e amar,
meu senhor das alturas?
Me pegaste com suas garras,
me levaste até o céu, para de lá
sentir o gosto do teu calor,
sem receio de cair,
já que, com tuas forças,
para onde o amor vai, me levas.
Me vi presa no alto de tua morada,
a admirar a imponência do lugar.
Medo jamais senti,
pois me cobrias com tuas asas
e me alimentavas com teu calor.
Saiba, Hárpia querida,
tua beleza me embriaga
nas caladas da noite.
Sinto como se o céu
fosse nossa eterna morada e,
de lá, só saio contigo a voar.
Assim és tu, meu amor!
Quem me faz mais feliz todo dia,
no aconchego do nosso ninho,
no abraço que me alça às alturas,
onde amar é o próprio céu.
P.S.: Te amo.

A paz de quem encontrou sua alma gêmea!
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