O teu colo me traz doce paz,
sensação de imensidão sem fim,
dentro dele repouso fugaz,
repouso doce do meu querubim.
Ficar em teus braços me sossega,
como no sagrado ventre materno,
refúgio seguro, calor que me é terno,
morada que me acolhe e me entrega.
Teu refúgio acalenta minha ansiedade,
me deixa alegre quando estou triste,
me envolve num manto de liberdade,
me faz sorrir quando tudo insiste.
Colo de amor, de pouso tão seguro,
de carinho suave e aconchego.
Amor tão simples, tão puro, e inteiro
em teus abraços encontro sossego.
Me aninho em teu corpo, feito cobra,
a se enroscar, lenta e suavemente,
para que nada exista entre eu e você,
só a beleza deste momento que dobra.
Ah! Teu abrigo, nele me deixo morrer,
morrer de amor tão doce paradoxo,
Mas nele sinto uma profunda paz
que só teu peito amoroso é capaz
de mostrar a verdade sem alvoroço.
Do teu ninho jamais quero partir,
pois sou roseira viva em teu jardim,
firme, com raízes fortes e fincadas,
exalando jasmim nas alvoradas.
Autora: Darlene Maciel
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