Me vejo olhando para a pureza do teu sorriso.
Num rosto meio oval,
cabelos pretos como os do anu-preto,
lisos como os cabelos de índia.
Tão sábia quanto a Moana,
do desenho da Walt Disney.
Olhos curiosos a fitar quem não conhece,
como a perguntar:
“Quem é? O que quer?”
Mas, nem por isso,
deixa de espiar de longe.
Quando surpreendida,
o sorriso brilha até nos olhos,
e os braços pequenos se abrem para um abraço.
Sua voz baixa,
de uma falsa timidez,
soa como música aos meus ouvidos.
Lembra-me uma fada —
a Sininho —
de tal beleza, formosura e pureza.
Se isso é saudade, eu digo:
só queria te ouvir dizer
“Tia Darlene”
num sotaque único,
e sentir aquele abraço gostoso —
desses bracinhos pequenos,
mas grandes no amor.
Te amo, minha flor.
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