quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Sua chegada


Por Darlene Maciel

A noite chegou, e dormir não era possível.
Ver TV, filme, escrever — tudo demonstrava minha ansiedade.
Preciso sonecar para, logo, meu amor encontrar.

A saudade cria expectativas — fazemos uma cena de cinema — imaginamos todos a te ver desfilar, deslumbrante como em contos de fadas.
Oh! O tempo passou depressa.

Me visto como para uma grande festa, e batom vermelho vou usar.
Quem sabe, ao final, nossas bocas vermelhas e borradas vão ficar?

Ah! O voo chegou cedo... e aquele beijo de cinema não vou dar.
Então, como um raio de luz, chego ao destino e, nos seus braços, vou me jogar.
Meu Deus... lá está ele!

No salão do aeroporto, já te vejo de costas.
Devagar, como um gatinho, me aproximo só para te abraçar por trás.
Sinto meu coração disparar, me agarro com força e te enlaço com um laço — apertando com amor.

Sabe aquele beijo cinematográfico?
Nem de longe foi como o beijo que recebi.
E, mais uma vez, pude perceber que nada mudou.
Você é meu bem-querer, mais doce que um docinho.

Lado a lado, fomos ao carro, sorrindo um para o outro, pois sabemos que nosso destino está selado.
Agora, o futuro vamos desenhar — com lápis na mão — criando nosso ninho,
morada da águia — alto, livre, inalcançável —
onde só o amor pode pousar.



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