No ritmo do meu coração
Vi traços altos e baixos,
Como os momentos de conflitos
E os prazeres da vida.
Traços que deslizam num papel,
Igual a beija-flor a voar.
São riscos da minha vida,
Que nunca irão se apagar!
Com passos cada vez mais apressados,
O calor sobe à pressão,
Feito vulcão em plena erupção,
Comparável ao meu coração,
Que, ao te ver, bate atropelado de paixão.
Entre passos e compassos,
Uma pergunta se escreve no ar:
— Será que há arritmia,
Ou é o meu coração a te contemplar?
Respirar vai ficando difícil,
Falta ar, faltam pernas.
Que bom que tudo parou...
Só não o meu coração.
Autora: Darlene Maciel

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