Era noite, cujo luar se desenhava
Na mansidão das águas do mar,
Igual a um tapete dourado,
Te convidando para lá morar.
Pensamentos voam
Para onde mora a solidão,
Na qual se espelha a pensar:
— Como será?
Feito carro à mão,
Brinquedos da infância,
Segue visualizando
Estradas imaginárias,
Feitas de fio de areia,
Igual à teia e sua aranha.
Vendo o reflexo da lua,
Tão majestosa, que só a prosa
É capaz de expressar,
De maneira bem gostosa,
Toda a sua beleza.
Pelas teias sigo a delirar,
A lua cheia que lá se encontra.
Será que nela posso morar?
Volto chorando — senão de tristeza,
Que seja de pura alegria.
E, num momento de imersão,
Mergulho fundo a pensar
Nas coisas que a vida nos traz.
Neste momento... vejo você,
Com seu amor avassalador,
Que foi pedido em oração.
Logo entendo que nem a lua,
Teia ou imaginação que flutua
Faz a mim delirar,
Pois só você, meu amor,
É capaz de me encantar.
Autora: Darlene Maciel

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