Não faltam risos, músicas
e muitas lembranças... boas ou tristes.
Assim são os dias de encontro com as amigas:
antigas parceiras da infância,
da época escolar — e também as mais recentes.
Momentos mágicos que surgem:
— Com quem você casou?
— E como está aquele?
— Você lembra do fulano?
E nesse ritmo vamos tecendo
o pano com fios das lembranças,
tal qual uma colcha de retalhos,
onde cada pedaço é uma história contada.
Cada uma narra sua recordação,
cheia de amor, risadas e choros.
Como o fiar forte que nunca para,
tecendo o tecido, fio a fio,
na velocidade da memória.
E se esse fio for de um violão,
a veia artística e espontânea já fia alto,
com voz alegre,
sem receio de desafinar — o que importa é cantar.
Como diz o ditado:
“Quem canta seus males espanta.”
E num dedilhar final, despedem-se,
já marcando um novo encontro,
com promessas de que mais dias virão.
Autora: Darlene Maciel

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