O Amor e Suas Faces
Autora: Darlene Maciel
Há quem diga que o amor machuca,
Mas que coisa mais maluca!
Há quem diga que não sabe amar,
Que o amor corrói o coração até sangrar.
Há quem diga que amar demais faz mal,
Que pode o coração endurecer.
Mas eu digo que tudo tem a medida certa.
O meio-termo é requerido,
Pois o amor tem suas faces,
Cada uma conforme o amor recebido.
Pode ter a face do amor de mãe,
Que tudo perdoa.
Ou do amor paterno,
Sempre tão carrasco...
Ou não?
Pode ter a face do amor dos irmãos,
Dos meus eu bem conheço,
E agradeço.
E você?
E há também o amor que cresce com o tempo,
Que não nasce do sangue, mas do encontro,
Entre olhares que se entendem
E silêncios que se acolhem.
Pode ter a face das verdadeiras amizades,
Aquela que está contigo... com verdades,
Nascidas na educação,
Nos colégios onde todos se conhecem.
E de lá, a face do primeiro amor,
O primeiro beijo com sabor...
E aqui mora o perigo com suas nuances,
No decorrer dos dias,
Que o véu se abre ou se fecha.
Estes são os medos que moldaram
O quadro do amor que recebeu,
Num rodopiar de emoções,
Em saber ou não se relacionar a dois.
Amar não é fácil,
Se quiser ao outro enganar,
Se o egoísmo reinar,
Se a íris é frágil.
Amar tem seus desejos,
Saudades do amor esquecido,
Coragem para seguir adiante,
Mesmo com o rosto aquecido
De um saber esquecido.
Amar sem cobranças,
Desejando sempre o melhor,
No pulsar das batidas do coração,
No calafrio que arrepia a pele.
Amar com todo o seu coração,
Colherá o mel da abelha,
Sem o temor do seu ferrão.

Nenhum comentário:
Postar um comentário