quinta-feira, 14 de maio de 2026

Esplendor que cora a face




Quando te vi
enxerguei-te como quadro de grande valor;
esplendor que cora a face,
cega os olhos que te fitam,
saudade que se instala.

Apareces no leste, deitas no oeste,
nos equinócios da primavera e outono.
Se despede do dia,
te afundas, majestosa, no final.

Fogo vermelho,
bola redonda,
a abrasar o mar
que às tuas mãos se entrega.

Bola de fogo a irradiar
o laranja brilhante,
oscilando como ondas
no vermelho, no barro,
camaleão que a todos encanta.

Foi-se todo, lentamente,
afogando-se no horizonte do mar,
brincando de se esconder
na infância da gente.

Agora, no céu desenhado de anil,
o tempo para a pensar: —
para onde foi o brilho sutil?
Foi nascer em outra aurora.

Aurora que nos aquece,
que a pele bronzeia,
que o mar enobrece,
e vai e volta, todo amanhã.

Aqui vamos te aguardar,
Sol que mata nossos medos!

Autora: Darlene Maciel



Nenhum comentário:

Postar um comentário