Quiçá crença tem, é pura nóia, mas,
para minha surpresa: o vestido é de noiva:
branco, de cauda longa, na leveza de sua beleza.
arrastando memórias
de uma linda criança,
chamada de anjo, que chorava em rios de pranto,
pois nasceu intensa —
por natureza.
A cada lágrima que desce dos olhos felizes,
surge a lembrança da infância,
dos abraços enrolados
que nem um nó no poste,
só para a aula faltar.
Linda na festa do ABC,
vestida de princesa, surge risonha,
com o sorriso maroto,
o dente a faltar
e olhos grandes a sorrir.
O tempo escorre entre lembranças
da juventude do “tudo saber”,
quando, numa festa junina,
saltitante de intensidade,
mais linda matutinha não havia —
a princesa do sertão.
Agora mulher, seu par encontrou —
um menino grandão,
que fez seu sorriso ser tão abundante
quanto as lágrimas infantis
que tudo queriam.
Eis você, aqui e agora você,
vestida de noiva,
com um sorriso nos lábios,
pronta para o mundo gritar
o seu amor
pelo príncipe que encontrou
e a encantou.
Autora: Darlene Maciel

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