O bom da vida é ser diferente,
como o preto e o branco presente,
sol e chuva tão frequente;
de repente, me vi ausente.
O bom da vida
é nascer todos os dias,
borboletas sofrendo no casulo,
com dores que sangram escondidas.
O bom da vida
é poder, todo dia, se reinventar,
flores voltando a ser sementes
para suportar a calada sofrida.
O bom da vida
é acordar e ver o dia,
num repente voltar ao casulo,
onde nada fica eloquente.
O bom da vida
é te amar todas as manhãs,
como a abelha que, de flor em flor,
deixa a vida mais doce com amor.
O bom da vida
é te ter sempre ao meu lado,
colado em mim, meu ser amado,
que nem trovão pode separar.
O bom da vida
é olhar para você, sereno,
e saber que o amor eterno
aqui tem vida fluida,
num rio corrente de felicidade.
Autora: Darlene Maciel

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