sábado, 4 de abril de 2026

Liberdade de Mim


Olhei pela janela, pensei:
— Me sinto como uma prisioneira,
que, do alto de seu castelo,
a princesa não pode descer.

Então, a porta abri
para fazer o que pensava
e nunca ousava.
Como se houvesse uma grande
barreira invisível e intransponível.

São dois quarteirões,
da janela que eu olhava,
para o mar alcançar
e nele me soltar,
destemida das amarras que só eu via.

Em passos firmes segui,
levei comigo o meu amor.
Juntos, de mãos dadas,
nas águas do mar conversar,
mergulhar e sorrir.

Conversas bobas, agradáveis de ouvir.
Entre mergulhos, nos abraçamos,
como a erva daninha
num abraço sem fim..

Mar de águas mornas,
de maré baixa,
quase sem ondas,
a deslizar pelos caminhos
traçados no ar.

Ar de iodo, de brisa leve,
de liberdade,
pois a porta escancarou
meu desejo de ser
...sem correntes.

Livre de mim mesma,
que cria grades imaginárias,
limites que não existiam.
Pernas com medo de seguir
e assumir o amor de mãos dadas.

Autora: Darlene Maciel



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