— Me sinto como uma prisioneira,
que, do alto de seu castelo,
a princesa não pode descer.
Então, a porta abri
para fazer o que pensava
e nunca ousava.
Como se houvesse uma grande
barreira invisível e intransponível.
São dois quarteirões,
da janela que eu olhava,
para o mar alcançar
e nele me soltar,
destemida das amarras que só eu via.
Em passos firmes segui,
levei comigo o meu amor.
Juntos, de mãos dadas,
nas águas do mar conversar,
mergulhar e sorrir.
Conversas bobas, agradáveis de ouvir.
Entre mergulhos, nos abraçamos,
como a erva daninha
num abraço sem fim..
Mar de águas mornas,
de maré baixa,
quase sem ondas,
a deslizar pelos caminhos
traçados no ar.
de liberdade,
pois a porta escancarou
meu desejo de ser
...sem correntes.
Livre de mim mesma,
que cria grades imaginárias,
limites que não existiam.
Pernas com medo de seguir
e assumir o amor de mãos dadas.
Autora: Darlene Maciel

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