Caminhar para pensar,
e acalmar a alma em vulcão:
dos sentimentos feito borbulhão.
Caminhar para parar o tempo
que não voou do avião,
que não pousou sobrevoando o vulcão.
Caminhar para alcançar as palavras
que se atiraram às flechas
no coração em sangue a jorrar.
Caminhar para jogar fora
tudo que o pensar quis calar
na boca muda de prosa.
Caminhar para afugentar pensamentos
livres de podridão.
O que não foi dito não faz sentido.
Caminhar para moldar o pensamento
que calou as palavras ditas ao vento.
O vulcão que não jorrou lavas
cheias de comoção, mas incendiou as palavras.
Caminhar…
Autora: Darlene Maciel
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