Teus lábios são vermelhos como a maçã. Doce como o mel mais nobre da colmeia.
Quando meus lábios falam com os teus, ouço sinos a tocar, chamando: — vem amar!
Quando tu falas, fico muda pelo encanto da visão hipnotizada dos movimentos labiais a produzir sons inaudíveis.
Da tua boca encarnada, bem desenhada, como linhas retas de um grande desenhista, conta a história do meu querer.
Boca que toca na minha com a suavidade das plumas de algodão, e da volúpia da fome de então.
Boca que exala o cheiro avassalador do desejo que não se esconde.
Beijá-la me faz pensar no gosto que escorre na pele eriçada.
Boca que me diz: — Vem, minha aprendiz, deixa eu te ensinar a sonhar de olhos abertos.
Vem ser feliz, ... tua boca.
Autora: Darlene Maciel

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