O almoço ao meio-dia
tem gosto de alegria,
pelas risadas e conversas a mil,
dos seus netos, ao almoçar consigo.
Com leveza, pomos amor
em cada tempero na refeição.
O caldo corre pelo macarrão,
dando cor ao sabor da vida.
Um doce aroma sobe pelas narinas,
relembra seus dias de infância.
Dos dias dos teimosos,
na gula da criançada,
com olhos gulosos,
a devorar a comida da vovó.
Assim é a carência de vó.
De juntar seus ninhos
nas árvores da vida, sem espinhos.
Orando pelos seus filhos e netos,
na esperança de que o futuro
dela não se esqueçam.
São a continuidade de sua existência,
cada uma quer deixar suas lembranças afetivas.
Assim como sua própria experiência,
neta que também foi festiva.
Já se imagina a ser lembrada
pelas travessuras da vovó,
do esconde-esconde a se mostrar,
só para um sorriso ganhar.
Ou ouvir dizer: — Que delícia de almoço, vovó!

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