Meu Deus! A caneta acabou a tinta, e agora?
Como poderei contar minhas histórias de outrora?
Narrar as aventuras, as belezas do
nosso ecossistema tão vivo?
A tinta preenche o papel em branco
com histórias verdadeiras ou ficção.
Deslizando com beleza, criando linhas
que se transformam em letras,
em palavras, em frases, em orações,
versos, estrofes...
E assim,
infinita é a sua utilidade.
Lembro de quando vi meus filhos
usando pela primeira vez a caneta,
largando o lápis... agora são adultos,
com apenas 12 anos... bons tempos
da inocência juvenil.
As meninas usavam uma de cada cor
para enfeitar seus cadernos de estudos,
para brincar de Caderno de Amigas
e escrever seus diários.
Já os meninos, a azul já bastava,
colorir é coisa de menina.
Assim se pensava na época,
e a caligrafia deixava um pouco a desejar.
Escreveram suas cartas de amor,
seus bilhetes para a garota mais linda da classe.
A mais linda da escola também.
Na escola se aprimoraram na redação,
suas escritas rendiam as leituras mais divertidas.
Assinaram o diploma de formatura.
Não, a caneta não pode secar.
Autora: Darlene Maciel

Nenhum comentário:
Postar um comentário