e não vou deixar nada padecer;
o brilho do olhar quando te vejo,
nem o gosto mais doce do café,
a beijar gostoso a nossa boca.
Assim, os dias parecem tão iguais,
mas são únicos que satisfaz;
são números primos que guardo em mim,
de momentos onde descansa a paz,
faz ninho entre os ramos da paixão.
Feito nossos cafés tão matinais,
com riso, música e teus carinhos,
sentados à mesa farta, tão igual,
dá um toque de amor nos desalinhos,
quando a boca beija a tua xícara.
A paz se instala no peito ofegante,
quando um gole de café se saboreia;
sinto as águas quentes, sempre errantes,
borbulham feito vento a soprar no ar.
São cafés regados sempre de amor,
guiando nosso dia cheio de calor,
teus pés a cassar as asas dos meus,
sob a mesa, num carinho encantador,
que só nós dois sabemos bem por quê.
dos teus pés a mim procurar
das mãos a me tocar com magia
cada minuto a correr com você estar!

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