Minhas amigas de infância, com quem nos mantemos em contato e sempre procuramos nos reunir, são: a Ione, Juscileide e Jackline, que vieram para o encontro. Há também a Beta, mas é difícil ela comparecer, o que é uma pena.
A mais engraçada é a Ione, de uma sinceridade sem medidas e que adora bater perna (está sempre em encontros e festas, com uma fartura de amigas). Ela fala de uma forma tão natural que não ofende ninguém. Sempre muito direta.
A Jack é a mais séria, sempre preocupada em não ser mal-educada, e a Ju é puro sorriso; para ela não há tempo ruim. Beta era a dançarina do grupo; lembro como ela dançava bem e sempre muito bem vestida. Até hoje é assim. Adora implicar com a Ione. Eu não sei dizer o que pensam de mim, mas vamos dizer que eu seja mais a observadora.
Não são encontros semanais nem mensais; pode até ser uma vez por ano, não tem problema. O que importa é nos vermos. Sempre marcamos um lugar diferente; às vezes repetimos a casa de alguém. Já fizemos mais de um encontro no apartamento da Ju.
O apartamento dela é pequeno, feito em cima de um prédio onde só mora a família dela, e o melhor dele é a laje, de onde vemos o mar — a vista mais linda.
Marcamos um encontro no meu apartamento, pois tem piscina e a Ione adora nadar, e as meninas também. Lá vêm elas, todas animadas para mais um encontro. Encontros que procuramos fazer para manter o grupo “Eternas Amigas”, do WhatsApp, pois nos conhecemos desde meninas. Época de viver de brincadeiras, época das tertúlias, festas dos jovens.
Já na chegada, o primeiro motivo para rir: foram bater no apartamento errado. E foi aquela confusão — uma dizia que o porteiro falou ser o 501, e as outras que era o 505. Eu, já esperando isso acontecer, corri em socorro.
Fui até o elevador e só ouvi as vozes delas. Me direcionei de onde vinham as vozes e já fui dizendo: “Eu imaginei que isso ia acontecer, já que este andar é em lados na forma de um L, sem mostrar a numeração.”
A ideia inicial era ir para a piscina, almoçar e fazer as brincadeiras que uma delas trouxe. Detalhe: a Ione já veio de biquíni, pronta para ir à piscina. Perguntei se queriam ir logo para a piscina, porém todas disseram: “Vamos primeiro brincar, almoçar e depois ir para a piscina.”
A primeira brincadeira, o “Leilão”, funcionava assim: sem saber o que tinha dentro das caixas, íamos dando os lances. Em cada arrematação, uma surpresa. Quem foi o leiloeiro foi o Wilmar; ele era muito engraçado no papel, o que tornava a brincadeira ainda mais divertida.
Depois, havia duas tábuas com números desenhados em baixo-relevo de madeira. Assim, de dois em dois, ia-se encaixando os números escolhidos, sem ver. Quem terminasse primeiro competia com o outro, até somente um ganhar e receber a prenda.
Mais uma rodada de brincadeiras… e nada de piscina.
Veio a última brincadeira, de contar os palitos, onde um tentava adivinhar quantos palitos havia na mão de cada um. Quem errava saía do jogo, e assim por diante, até ter um ganhador, que levava outra prenda.
E a piscina?
Fomos almoçar. O Wilmar fez a macarronada com asinhas de frango, a especialidade dele. Eu, que adoro verdura, fiz a salada de folhas de alface, manjericão, picles, ovos cozidos, tomates e o toque final com uvas-passas. Enquanto se esperava o almoço, tomamos um vinho do Porto. A Ione não bebe, mas quis provar, já que era apenas uma taça.
Entretanto, havia apenas quatro lugares à mesa... e agora?
Bom, o Wilmar, como bom anfitrião que é, disse que ia comer no sofá. Tadinho. Eu peguei a cadeira do computador para ficarmos cinco à mesa, e tudo bem. Todos gostaram do almoço.
Aí chegou a hora de lavar a louça; a Jack se ofereceu. Adorei. Cada uma foi ajudando. Cozinha bem limpinha.
E a piscina?
Ficamos na sala conversando, mas a Ione tomou só um copo de vinho e já ficou tonta e dorminhoca. Então, finalmente, a pergunta: “Vamos para a piscina?”
Veio aquele silêncio...
Ah! A piscina? Ficou para o próximo encontro.
Autora: Darlene Maciel