A cama
Por Wilmar Abiz & Darlene Maciel
No conforto da cama,
descanso minhas mágoas
e deixo a vida fluir
como um rio de mansas águas.
Há um cheiro de liberdade
nos lençóis que nos abrigam,
nas linhas que nascem
dos corpos em desalinho.
Numa dança sensual,
nas linhas que nascem
dos corpos em desalinho.
Numa dança sensual,
nossas silhuetas se revelam,
e faz-se arte do belo
com as cores do amor.
Cama que ouve o ranger
e faz-se arte do belo
com as cores do amor.
Cama que ouve o ranger
que tudo denuncia,
enquanto, ao lado,
ouvidos se fazem silenciosa nostalgia.
São murmúrios de paixão,
sussurros da boca ao ouvido,
que estremecem o coração
e despertam os sentidos.
No deslizar das mãos,
no toque do tecido,
calam-se os gritos contidos —
mãos que navegam
no âmago do coração dos sentidos.
enquanto, ao lado,
ouvidos se fazem silenciosa nostalgia.
São murmúrios de paixão,
sussurros da boca ao ouvido,
que estremecem o coração
e despertam os sentidos.
No deslizar das mãos,
no toque do tecido,
calam-se os gritos contidos —
mãos que navegam
no âmago do coração dos sentidos.

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