domingo, 8 de junho de 2025

A noiva



A noiva

Autora: Darlene Maciel

Tão linda de véu e grinalda,
parada à porta da igreja,
começa a dar passos,
leves e suaves,
em direção ao ser amado.

Ao passar, se podia ver sua grinalda,
tão longa que parecia
cachoeira a jorrar água benta
em todos que ali estavam.

O vestido branco a deixava parecida
com uma princesa de contos de fada —
singela e pura.

Olhá-la encheu-me de orgulho.
Lágrimas saíram dos meus olhos,
apreciando a imagem imaculada da noiva,
que passava a desfilar com tanta formosura.

Ali, no altar, estava a realização de um sonho e desejo:
vê-la de véu e grinalda,
a entrar na igreja
ao som da Ave Maria.

A música toca suave,
e ela, a caminhar com o buquê em suas mãos,
deixava um doce perfume de jasmim
a quem todos agradava.

Pétalas de rosas vermelhas
rodopiavam
com bênçãos de lançadas
e todos a admiravam
por beleza sem igual.
Quanta alegria
a todos embalava.

No altar, os noivos se encontraram,
e seus olhos se fitaram.
Com delicadeza,
suas mãos se juntaram
em juras de amor,
com promessas
que a todos encantavam.

De menina a mulher,
nada mais lindo que o sonho realizado —
onde o que se espera, enfim se alcança:
foram felizes para sempre!

Que a bênção de Deus guarde
no coração dos presentes
que o amor a todos encanta —
e, sem ele,
não existe felicidade.

Felicidades aos noivos!
Em especial à noiva,
símbolo de luz,
ternura
e beleza.


terça-feira, 6 de maio de 2025

A louca que habita em mim


A louca que habita em mim é doidivana,
chega sem ser convidada,
sem razão para existir.

Sai, sai de mim!
Sai pela porta ou pela janela,
pula no ar da tua loucura
e esquece de mim,
pois aqui não é tua morada.

Teus olhos molhados
não justificam tua lua cheia,
que traz medo e insegurança
aos mistérios da meia-noite.

Com o peito inchado de ódio, raiva,
cruzas o céu
na tua caravana insana da desordem
e não olhas mais para trás.

Vai veloz, para bem longe de mim,
a gritar bem alto:
"o mundo não te merece,
o céu te cega
e o sol te queima a alma".

Como um raio,
cujas faíscas se veem,
lança teu rancor contra a terra
para nela morrer
e dela nunca mais sair.

Quem és tu?
Ingrata loucura!
Que me deixa pasma,
sem crer que tanto ódio é possível.

Respiro profundo
para tudo entender,
silencio minha mente,
calo minha boca
e, de ti, quero distância.

Não te sigo mais,
não te quero aqui.
Tudo que quero é paz.

Sai zunindo,
sem saber o que quer,
queima tuas dores,
sara tuas feridas,
mas deixa que a noite vire dia,
o sol nasça
e tudo floresça
em felicidade,
amor
e paz.


Autora: Darlene Maciel

Ondas da Nossa História




De que adianta morar na praia
E não aproveitar o sol que raia?
Ficando apenas a olhar
O mar que nos convida
Para em suas águas nadar.

Vamos colocar os biquínis,
Muito bronzeador —
Pois este não pode faltar.

Rumar para a praia,
Cruzar suas areias,
Brancas e soltas a bailar,
Levadas pelo vento,
Igual a pipa no ar.

Buscar quem pode das roupas cuidar,
Para nas águas do mar mergulhar.

Correr para a espuma do mar,
Na busca da melhor onda,
Como faz o surfista nas ondas do mar.

Nem tenha medo —
A correnteza é só a onda a se formar.

Nesta hora, você pode:
Mergulhar ou deslizar pelas ondas
Até a beira-mar.

Cuidado com o surfista —
Ele vem veloz numa onda seguinte.

Mergulha para não bater,
E olha com raiva para ele...
Depois começa a sorrir.
Ele também quer se divertir.

Tem criança a chorar com medo do mar —
Nem sabe ela que, em breve,
Do mar não vai querer sair.

Tem pais e mães a brincar com seus filhos,
Num vai e vem das ondas,
Como um barco à deriva.

Ah! Como é bom contigo estar,
Agarradinho dentro do mar!

Mas não mergulha na minha frente,
Pois vou me machucar...
Creio que você quer me dengar.

Como é gostoso te abraçar,
Beijar e mergulhar!
Por mim, dali não saia, 
Já que só queremos:
Banhar, boiar, brincar — no mar, tudo é amar.

Vem, amor, vamos para casa —
Pois lá vamos mergulhar, enfim,
Nas ondas da nossa história,
Que se quebram e voltam
Igual ao mar sem fim.

Assim, nosso amor continua.
Quem sabe amanhã,
Novamente iremos
No mar se banhar?




Autora: Darlene Maciel


sábado, 3 de maio de 2025

Às vezes me pergunto.


Às vezes me pergunto

Sobre o quê escrever.

Olho para o papel pautado
E nada vem para descrever.
Só um vazio no olhar encurtado.

Assim, os minutos vão passando
E sigo a escrever sobre o que posso revelar.
A mente busca por palavras que possam combinar,
Mas combinar com o quê?

Num momento de vazio,
Olho para a claridade
Que me chama a atenção.

Quem sabe, sobre o Sol
Que embeleza o dia
Com seus raios a mostrar
Toda a vida que se ergue!

Posso ainda descrever
A sensação que acordar ao seu lado me deixa dengosa,
Cujo abraço não quero soltar,
Pois nele me sinto segura.

Hum! Talvez dizer
Que a vida é mais colorida
Quando juntos estamos.

Que os pássaros cantam,
Que o arco-íris se mostra no horizonte,
Criando a imaginação
De um tesouro que, no final, existe
Só na imaginação dos apaixonados,
E logo se dissipa
Para meu amor voltar a sonhar.

E me vejo, já escrevendo tudo isso,
Já que o que reina em nossas vidas é o amor —
E falar dele não há limites.

Há cores, sabores e desejos.

Autora: Darlene Maciel

domingo, 27 de abril de 2025

Eu quero tudo


Eu quero tudo

O que tenho
E o que vou conseguir no futuro,
Pois tenho o merecimento.

Quero o amor que me foi destinado,
Tal qual o nascer das flores
A cada florecer.

Quero a vida mais intensa,
Como o Sol de Verão a brilhar,
Que dá vida à ramagem,
Num verdeado de dar gosto.

Quero, todos os dias, teus beijos que me guiam,
Como a estrela de Belém que guiou
Os três reis magos
Até uma vida que nascia,
Logo ali.

Quero amar e ser amada,
Como hoje e sempre nos amaremos —
E isso vai muito além da descida.

Eu?
Eu quero tudo que nosso amor tem:
Pureza, sabedoria e ciência.
Pois te amar me dá luz,
Me mostra os caminhos,
Me leva à Vida.

Autora: Darlene Maciel


Dias de tristeza


Há dias em que a tristeza
Bate em seu coração,
Sem haver uma razão.
Algo sem leveza.

Um tal do que há?
Sem uma resposta a bravar.
Seu peito clama por respostas,
Sua boca seca, sem ar.
Mas, afinal, o que há?

Será que o sonho se tornou um pesadelo contínuo,
Que a noite te deixa sem elo?
Quanto mistério!

Um viver imaginário,
Sem muita razão,
Se torna um rio de emoção.

Nos desvaneios noturnos,
O indesejável se acredita possível,
E tudo que se deseja é acordar.
Contudo, no abrir dos olhos e fechar,
No aconchego dos lençóis a te abraçar,
O pesadelo volta, continuando o improvável.

Melhor levantar, pois sonhar é insuportável,
No perpetuar do sonho que se repete.
Já que o dia raia e a tristeza,
Sem porquê, se instala
No peito que chora num repente.

Quem sabe a música permita esquecer o sonho,
Porém, ruge uma voz triste a cantar,
E as lágrimas rolam sem parar.

Mas do sonho se deseja esquecer,
Pois em nada embeleza o dia,
Onde o melhor é sair para viver
A beleza da vida com melodia.

Autora: Darlene Maciel


domingo, 16 de fevereiro de 2025

Bateria



Quanta alegria no batuque da bateria,
Todos pararam para ouvir e dançar,
Até as crianças ficaram a bailar.

Mas não se engane, se não gosta,
Nem invente de olhar,
Pois logo vais amar a bateria
Que não para de tocar.

E a multidão, toda canta,
A vontade de sentir alegria,
Que nem reclama se o tempo avançar
E a madrugada raiar.

E nós, juntinhos, ficamos envaidecidos
De tanta harmonia,
No baile longe da monotonia.

Autora: Darlene Maciel

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

O Tempo


O Tempo


Autora: Darlene Maciel

Quem inventou o tempo, que se conta em segundos, minutos, horas, dias, meses e anos?
Fico me indagando, em puro espanto, como pode tanta imaginação!
Em um momento, há um mundo a seus pés e, de repente, há pouco tempo.

Ah, o Tempo! Senhor de nossas horas.
Antes jovem, hoje não mais.
Ao olhar para o tempo passado, percebe-se que muito se viveu.
E agora?

O que diria o jovem do passado a esta aqui, no presente?
Será que ele ouviria e acreditaria que o tempo voa, que é precioso e que não se pode perder tempo?
Entenderia que a vida é curta?
Que o belo pode ser feio aos olhos de quem vê o tempo passar?

Assim, ouço minhas dúvidas sobre o que faremos no tempo que nos resta.
Somos um óvulo, um feto, uma criança, um adolescente, um adulto e, depois, um velho.
Então, o tempo acaba.

Agora sou uma idosa, na hora em que me vejo no espelho,
mas minha cabeça é adolescente neste tempo presente.
Jamais serei ausente, pois, neste tempo, tudo acontece sem pressa.

Cada neto que nasce, alegria me dá,
pois, com eles, poderei brincar igual a uma criança.
Assim serão meus dias daqui em diante:
sem pressa, sem dores, mas com amores presentes na minha vida prazerosa.


Banho de praia



Vontade de ir à praia banhar,
Colocar uma saia rodada,
Pegar a bolsa de praia
E no mar me lançar.

Sentir o salgado da água,
Mergulhar nas ondas verdejantes,
Cheirar o aroma da maresia,
Em pura anestesia, o tempo a passar.

Como a mais bela mulher,
Digna de uma cena de cinema,
Saio da água como uma estrela a brilhar,
A deslizar nas areias úmidas do mar.

Sentar à beira-mar,
Admirar toda a beleza
Do horizonte a se mostrar.
No silêncio profundo das ondas a se perder,
Levando doces lembranças
Da nossa história com o mar.

Recordar que um dia levou para longe
Você, meu amor —
Mas que dissabor.
Das separações por longos dias,
Que só nos resta aceitar.
Dos oceanos a nos distanciar,
Uma outra história para contar.

E hoje, este mesmo mar
Te trouxe para me abraçar.
Agora, te vejo ao meu lado,
Tendo o mar como testemunha:
Que nunca mais “Além-mar”.

Autora: Darlene Maciel


 

sábado, 25 de janeiro de 2025

Meus Dias Em Azul


Meus dias em azul

Autora: Darlene Maciel

A cada dia vejo tudo azul,
como o céu com suas nuvens brancas
e leveza mil.

Lembro de Maria com seu manto azul,
a subir o céu celeste, gentil.

Dizem que o mar é verde, cinza,
mas, para mim, é azul — como a felicidade
de nele militar.

Minha cor predileta, que lembra a alegria
do ser mulher.

Celeste por natureza,
pura por ser princesa.
Mas que história é essa?

Assim, no azul do meu pensamento,
vejo, em cada momento, uma peça
que me faz sentir menina
no aconchego de seu lar anil.

No azul dos meus dias, percebo
que a paz tem cor e sabor —
só não é mel, pois sua cor não é blue.

De azul em azul, sigo adiante,
com um sorriso nos lábios e a certeza
de que tudo está correndo
como sonhei um dia.

Meus dias em azul.


Brincar na chuva


Com a chuva, o tempo fica cinza e uma sensação saudosa se aloja no meu coração. Sinto o vento frio resfriando meu corpo, levando-me a lembranças da infância, quando se podia caminhar sozinho sem medos e não havia celular para impedir as brincadeiras nas ruas com as amigas da vizinhança.

Correr na chuva, chutar as águas que descem rua abaixo ou que se acumulam nas beiras das calçadas, brincar com as gotas d'água caindo nos rostos risonhos. Ah! Buscar uma bica para pular embaixo e depois sair correndo sem destino, para se aquecer, já com a boca roxa, tremendo como fio na ventania.

Imagino a meninada correndo, pulando, saltando de bica em bica, e eu, entre elas, toda molhada, feliz por ser livre, por ser criança outra vez.

Com a brisa se instalando em minhas narinas, o chão frio me convidando para dormir um pouquinho e o vento frio me embalando, entro em um sono e me lembro: hoje quero brincar de morrer, mas morrer de amor por você, meu amor.

Autora: Darlene Maciel

A Cama

🌙 A cama

Autora: Darlene Maciel


Imagino o que elas fazem à cama.
São Marias, pois são mães, em rama
que se ajoelham e pedem pelos seus,
agradecem, choram, suplicam a Deus

E a cama, ao seu lado, como a dizer:

Vem se acalentar em meus lençóis.
Deixa-me te aquecer e fazer tudo esquecer.



Agora, já não “mães”,
são filhas com desejos infantis,
embaladas pela inocência do crescer,
sonhando um amor conhecer.

E nessas buscas, há decepções —
e, no leito, clamam com clarins,
ecoando pelos jardins
seus choros em súplicas
como em uma procissão
de mãos unidas pela oração.

De filhas passam a esposas:
umas felizes com suas escolhas,
outras em suas camas vazias,
dos amores destruídos nas epifanias.



Assim, olho para a cama,
palco de tantos cenários em flama
com casais a se amarem,
embalados pela doçura dos lençóis,
ligam seus faróis
Para velar seus amores.

Lugar de muita paz e comunhão
que nos embalam após cada oração.
E não importa o que esteja passando:
nela vamos ficando, quietas, orando
para nos curar dos dias de muita emoção.


Te desejo uma cama macia e cheiros
que te acomode na paz que se busca,
no amor que se deseja,
na proteção cabida.

Assim seja.
Amém.

terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Feliz 2025


Feliz Ano Novo!

Feliz 2025!

Que venha o cheiro de boas surpresas, que cada som dos fogos de artifício concretize um sonho, desejo, ou apenas abençoe cada momento até hoje vivido.

Me despeço de 2024, fechando um ciclo em minha vida que muito me representou. Foi uma linda história de uma menina que só queria casar e ter filhos. 43 anos escritos por linhas nem sempre bem compreendidas. Mas essa menina, hoje, ficou adulta, criou rugas e decidiu que era hora de recomeçar. De viver com outros horizontes.

Aí veio a grande surpresa: esta menina conheceu um novo menino, já com suas linhas de expressão desenhadas em seu lindo rosto. E o amor se apresentou novamente.

Assim será 2025. Um ano de mudanças e, sem medo, este jovem casal desenhará sua história. Desta forma, desejo a você e a sua família um ano de recomeço, de redesenhar seu amor com seu par. De dizer todos os dias: "Eu te amo"; de rir cada vez que um fizer algo que o outro não entende; de segurar a mão sempre que o outro precisar; de escutar com seu coração o que o outro te diz.

Feliz Ano Novo!

São os votos  de Wilmar e Darlene