Aqui serão narrados fatos verdadeiros ou não. Contos ou fatos. Poesias ou Frases. Serão minhas ou suas. O que importa é contar algo. Se expressar da melhor maneira que for possível.
sexta-feira, 15 de novembro de 2024
Cadê você?
Cadê você?
Onde andas?
Está a pensar em mim?
Quanta ânsia em te ver...
Cadê você que não está aqui?
Que não me beija agora!
Que não me abraça tão forte,
Como um nó de aurora!
Que notável saudade de outrora!
Cadê você?
Que não acordou ao meu lado,
Que não me enlaçou com seus braços fortes!
Que não me beija na boca sem se importar com nada...
Cadê você?
Que não me leva ao trabalho?
Que não brinca com meu celular,
Desligando para me olhar?
Que não segura a minha mão?
Cadê você?
Já não aguento de tantas saudades.
Volta logo, estou aqui a te esperar,
Com ânsia no olhar...
Vem, vem me amar.
terça-feira, 5 de novembro de 2024
O que?
O que nos define?
Serão nossos desejos?
Ou apenas meros marejos de um anseio?
O que nos motiva?
A vida que desejamos
Ou a que desenhamos
No rabisco do desejo
Não realizado?
O que nos alegra?
Os atos hilários da hipocrisia
Ou o pensar
Sem lógica a haver?
O que nos atormenta?
Os nossos anseios não concluídos
Ou a mão dos excluídos?
O que nos orienta?
A linha do infinito
Ou a finitude do adivinhar/arriscar?
O que nos define,
nos motiva,
nos alegra e atormenta,
nos orienta —
é também o que nos transforma.
No fim,
somos moldados
pela definição,
pela motivação,
pela alegria,
pela dor,
pela busca,
e pelo esquecimento.
Autora: Darlene Maciel
Dia maravilhoso
O dia foi assim: maravilhoso.
Ensolarado, com brisa suave, convidando para ver o arco-íris logo ali. E, orgulhosos, contemplamos os laços consagrados do amor jurado.
Vemo-nos da mesma forma: lindos, com a vestimenta mais bonita, em corpos já envelhecidos — mas belos e elegantes como a rosa que busca dar vibração ao jardim cansado.
Olhos nos olhos, mãos entrelaçadas, beijos na boca, juras de amor. Que noite linda!
Música atemporal, bar cheio, risos e conversas altas. Um bom bate-papo. Tempos relembrados, risadas e choros, lembranças revividas.
Ao final, nada melhor que o fim da noite: o “até mais”, o beijo na boca e o “eu te amo”. Abraçados, deitados, agarradinhos — e um “boa noite”.
Ela, minha mãezinha
Ela, minha mãezinha, ontem "senhora", hoje "criança"
que adora repetir suas histórias favoritas,
aquelas que marcaram sua jornada.
E, contando tantas vezes, ouvimos com emoção
suas emoções, pois também já ouvimos esta.
Como as crianças que se alimentam com as mãos
e tudo bagunçam, assim ela faz.
Com carinho, juntamos as migalhas
que se espalham pelo chão.
Isso me fez lembrar da minha neta Camila,
dando suas primeiras colheradas.
Como criança, fala o que sente sem filtros.
O que nos lembra?
A inocência dos anjos que nascem
e balbuciam tudo ao ouvir.
Seu nome? Teimosia!
E é sempre a mesma criança teimosa
em querer tudo saber! Isso me lembra minha neta Sarah,
que desde nova tudo questionava e hoje tudo sabe.
Ficar parada não sabe, está sempre em busca do que fazer:
ora costurando, ora tricotando, às vezes até lendo.
Quando muito cansada, tira uma soneca,
mas com a TV ligada; afinal, está sempre antenada.
De quem me lembro? Lucas, meu rapaz. Risonho, sapeca.
Gosta de novidades, mas às vezes se encolhe em pensamentos.
Assim, vejo o Isaac.
Como não entender o que hoje você está passando?
Afinal, amanhã seremos nós.
Nosso desejo é que nossos filhos
tentem nos entender como nós estamos tentando.
Ah, mãezinha!
Queria que a paciência fosse
minha ferramenta para lidar contigo,
e peço perdão se às vezes
não consigo te entender.
Antigamente, você era ocupadíssima,
e hoje sou eu!
Te amo, mamãe.
segunda-feira, 28 de outubro de 2024
Sol da minha Vida
Você é o Sol da minha vida
Você é o Sol da minha vida,
É a luz que me ilumina,
Esforço da minha lida,
Já nem sei mais como se lida
Sem você em meus caminhos.
É a minha chance, há muito perseguida,
Realização de um desejo,
Materialização de um pedido.
Que seja mais um beijo,
Nem me venha com cerimônias,
Pois dos teus anseios eu sou parte.
Ah, que arte mais bonita
Esse de amar e ser querida.
quarta-feira, 23 de outubro de 2024
Meu amor é lindo!
Meu amor é lindo.
Me mima como uma criança, me olha com carinho. Olho suas feições, e elas se transformam sob meu olhar apaixonado; já não vejo o homem mais velho, mas sim um jovem rapaz com um olhar que cintila como promessa e acende meu coração.
Rugas? Pura expressão de felicidade. Marcas de sabedoria. Feições que se acumularam ao longo da juventude. Memórias de uma vida bem vivida, gravadas em seu coração — cicatrizes já curadas.
Quando fala comigo, suas palavras são veludo ao meu ouvido. Sua voz suave me enfeitiça. Me causa a inquietude de uma emoção que bate com tons dourados.
A cada momento, um mundo de sentimentos.
Tenho tanto amor que sai pelos poros, chega até a doer. Uma dor que só os amantes entendem.
Assim, te aperto forte e solto um beijo. Sinto teu corpo junto ao meu; já dispara o coração, trazendo uma paz sem explicação.
Meu amor é lindo... me enfeitiça.
Autora: Darlene Maciel
segunda-feira, 21 de outubro de 2024
Amar você é fácil
Amar você é fácil,
É um amor incondicional.
Onde amar é informal,
Escrito em ouro juvenil.
Ver seus olhos grandes, inquisidores,
Cor de mel dos criadores,
Cintilantes que envaidecem.
Um corpinho de menina-moça
Que só cresce.
Que amor é esse?
Que fica feliz com sua felicidade,
Que ri quando te vê sorrindo,
Que chora se você chorar,
Que deseja só o seu bem,
E aquece a minha vida também.
Amar você é como o raiar da manhã,
Como o burburinho das estrelas,
É andar em chão de pérolas.
Amar você é a minha fortaleza,
Que revela a mãe protetora
A cuidar da sua riqueza.
Para nada te fazer mal,
Oro por você todos os dias,
Para que Deus te guie nas liturgias.
Como é lindo ser avó: é ser mãe duas vezes.
Na primeira, é preciso criar e educar;
Na segunda, é só amar e brincar,
Livre, só para se encantar.
Amar você é fácil.
E que assim seja.
Amém.
segunda-feira, 14 de outubro de 2024
Meu amor é assim.
Assim, meu amor me ama.
domingo, 13 de outubro de 2024
A Casa esta em festa
A casa está em festa
Hoje, a casa está em festa, pois eles virão almoçar.
A alegria, mais uma vez, irá reinar —
tal qual na infância, em que elas corriam pela casa
na mais pura algazarra.
Vejo, novamente, seus rostinhos infantis —
agora pré-adolescentes —
que enchem meu coração do mais puro amor.
Venham, venham, meus netos, nora e filho.
Sejam muito bem-vindos ao novo lar.
Família de avós e pais separados.
Mas nem por isso deixo de amar cada um de vocês.
Estes avós/pais os amam com a mesma intensidade de outrora.
Não é uma separação que vai fazer tal sentimento acabar.
Esse amor é incondicional.
É tanto amor que transborda —
tal qual um rio em direção ao mar.
Vocês são a realização de um sonho.
São o ar que respiro,
a água que me sacia,
a vida que sopra em meus pulmões.
Hoje, a casa está em alegria...
Autora: Darlene Maciel
sexta-feira, 11 de outubro de 2024
Viver ao teu lado
Viver ao teu lado me mostra a beleza da vida,
Minha vida ficou mais colorida, como um arco-íris.
Teu sorriso me encanta, fazendo-me sonhar com teus beijos,
Teus lábios acendem meu desejo por uma jornada querida,
Teus braços me envolvem como o raio do sol.
Viver ao teu lado me revela o que é amar,
Um amor que, antes dor, agora é só calor.
Amor que arde com pura paixão,
Amor que explode em intensa emoção.
Viver ao teu lado me mostra a beleza,
Dos pequenos momentos que vivemos com leveza,
Da natureza que nos envolve e encanta,
E que nos traz sempre bons sentimentos.
Viver ao teu lado me mostra o caminho,
O caminho que trilhamos sempre juntos,
Que nunca nos separará do nosso ninho.
Um caminho que tem uma só direção:
Viver intensamente toda a nossa paixão.
Autora: Darlene Maciel
sábado, 5 de outubro de 2024
Batalhas
Batalhas
Ao te olhar dormindo, percebi um movimento:
falas sem sentido, como se travasses uma batalha.
Questionei-me:
“Que lutas enfrentas, meu amor?”
Mataria todos os monstros que te atormentam,
transformaria inimigos em aliados,
teus traumas eu trataria.
Sim, ao teu lado, enfrentaria tudo,
para juntos vencermos esta guerra.
Não posso ficar inerte ao teu sofrimento,
não quero ver, na tua face, a dor —
neste rosto que esbanja amor e conhecimento.
Diria-te para acordar
e deixar os fantasmas para trás.
Assim, a noite seria só para descansar,
e não para disputas travar.
Juntos, vamos vencer os nossos medos:
sem segredos,
sem batalhas,
num só caminho.
Autora: Darlene Maciel
quinta-feira, 3 de outubro de 2024
Pequenos momentos
Pequenos Momentos
Autora: Darlene Maciel
A vida é assim, feita de pequenos momentos felizes que, ao longo da jornada, nos mostram o que é felicidade.
A alegria da ciranda!
Felicidade nas pequenas coisas do dia a dia, no cotidiano que nos desperta nostalgia.
Neste mundo de labirintos de afazeres, não temos tempo para olhar o pôr do sol...
As flores, as praças com seus jardins, onde pessoas caminham e conversam — ou para o céu...
Céu que nos acompanha aonde quer que formos: ora claro, de um azul límpido; ora escuro, com suas estrelas a nos encantar.
Como nem tudo é perfeito, há as chuvas em forma de tempestade.
Mas essa mesma chuva faz crescer as árvores, enverdece os jardins, faz florescer as flores e limpa as ruas, os carros — e a nós.
Você se lembra da última vez em que tomou banho de chuva?
De brincar nas poças d'água?
De sentir os pingos da chuva caindo em seu rosto ao olhar para o céu?
Andar na areia da praia, subir suas dunas e descer ladeira abaixo?
E o vento?
Sim, ora acariciando nossos rostos, refrescando do calor; noutras, pode até nos machucar com sua força natural — nas tempestades que surgem do nada, nos amedrontam e nos emocionam com seus raios e trovões, riscos no céu iluminando o frescor da memória que sonha.
E o que tudo isso tem a ver com felicidade?
Tudo! Lembra? Pequenas coisas... leveza da brisa.
São os pequenos momentos que nos levam a sermos completos, plenos.
São os dois lados da moeda, o reflexo da luz e da sombra.
Somos nós — escondidos de nós mesmos.
Como vivemos de escolhas, escolha sempre ver a chuva que abriga, o vento que refresca.
Assim, escolha ser feliz — leve como a dança dos ventos.
quarta-feira, 2 de outubro de 2024
Tia Darlene
Me vejo olhando para a pureza do teu sorriso.
Num rosto meio oval,
cabelos pretos como os do anu-preto,
lisos como os cabelos de índia.
Tão sábia quanto a Moana,
do desenho da Walt Disney.
Olhos curiosos a fitar quem não conhece,
como a perguntar:
“Quem é? O que quer?”
Mas, nem por isso,
deixa de espiar de longe.
Quando surpreendida,
o sorriso brilha até nos olhos,
e os braços pequenos se abrem para um abraço.
Sua voz baixa,
de uma falsa timidez,
soa como música aos meus ouvidos.
Lembra-me uma fada —
a Sininho —
de tal beleza, formosura e pureza.
Se isso é saudade, eu digo:
só queria te ouvir dizer
“Tia Darlene”
num sotaque único,
e sentir aquele abraço gostoso —
desses bracinhos pequenos,
mas grandes no amor.
Te amo, minha flor.
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