Da janela vejo tudo acontecer,
desde os carros descarregando,
as pedras infantis sendo lapidadas
no templo do florescer
as habilidades do seu rebento.
Da janela vejo prédios altos
e baixos, com vidas que não conheço;
são gaiolas que aprisionam almas
que acreditam ser livres,
mas estão presas em suas grades
pagas a preço de ouro.
Da janela vejo ao longe o mar,
com suas ondas que se debatem
no colo da praia a encantar.
Daqui, tão pequeninas, parecem
espumas brancas, como nuvens no céu.
Da janela vejo um espigão de pedras
que enfrenta a força das ondas,
fura o mar sem medos a léguas,
só para você admirar as madrás
que por lá desfilam e abundam.
Da janela vejo a alegria de aqui morar,
rodeada de imagens de tanta beleza.
Neste momento, viro o rosto para apreciar
nosso quarto, nossa cama,
onde eu e você vivemos felizes
com tanta riqueza.
Autora: Darlene Maciel

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