domingo, 4 de janeiro de 2026

Da Janela

 


Da janela vejo tudo acontecer,
desde os carros descarregando,
as pedras infantis sendo lapidadas
no templo do florescer
as habilidades do seu rebento.

Da janela vejo prédios altos
e baixos, com vidas que não conheço;
são gaiolas que aprisionam almas
que acreditam ser livres,
mas estão presas em suas grades
pagas a preço de ouro.

Da janela vejo ao longe o mar,
com suas ondas que se debatem
no colo da praia a encantar.
Daqui, tão pequeninas, parecem
espumas brancas, como nuvens no céu.

Da janela vejo um espigão de pedras
que enfrenta a força das ondas,
fura o mar sem medos a léguas,
só para você admirar as madrás
que por lá desfilam e abundam.

Da janela vejo a alegria de aqui morar,
rodeada de imagens de tanta beleza.
Neste momento, viro o rosto para apreciar
nosso quarto, nossa cama,
onde eu e você vivemos felizes
com tanta riqueza.

Autora: Darlene Maciel

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