Já tentei de mil maneiras de te falar
Sobre como vejo o teu olhar.
Poesias escrevi, com paixão!
E, em cada poema, me expressei —
Sempre desenhando os olhos apaixonados que via,
E, tenho que confessar: ainda não consegui.
Agora tento, mais uma vez, descrever
O que sinto ao mirar os teus olhos brilhantes.
Olhos puros, com dizeres profundos, constantes,
Com mistérios a serem revelados,
Tão expressivos como o fundo do mar:
Calmo...
De uma mansidão de dar medo!
Medo pela escuridão da profundidade,
Medo de nele se perder, pela amplitude
Deste mar sem fim...
Ou pela correnteza que pode te levar.
Quando, assim, o percebo,
Tuas mãos eu seguro —
Tão forte como uma corrente de aço.
Depois te abraço,
Te sentindo meu.
Volto meus olhos
E fito os teus,
Para ter certeza
De que nem correnteza,
Nem tormenta incerta
Vai mudar o nosso amor,
Espelhado no teu olhar —
Que nasceu maduro, com certeza.
Tão seguro, forte, que nada — só Deus —
Pode mudar o que olhamos juntos:
Meu olhar no teu olhar.

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